NOVA RESIDÊNCIA SÓ PODE SER SIGNIFICATIVA SE MEU CORAÇÃO E CABEÇA TAMBÉM ESTIVER DISPOSTA E ABERTOS AO NOVO.

Bom dia meu amigo e minha amiga.

NOVA RESIDÊNCIA SÓ PODE SER SIGNIFICATIVA SE MEU CORAÇÃO E CABEÇA TAMBÉM ESTIVER DISPOSTA E ABERTOS AO NOVO.

Desde ontem de noite, com minha chegada a Lages, estou tentando ler o que Deus vai querer de mim. Comecei a pensar nisso ainda no avião da AZUL com o qual vinda de Campinas – SP, quando chegamos exatamente no horário previsto a Lages. Quero dizer, até EM CIMA de Lages, porque mesmo depois de 3 tentativas não houve condições para aterrissagem e tivemos que seguir até Florianópolis e retornar de VAN até Lages, o que levou mais 4 horas, embora a distância seja apenas de 225 km.

Vi que de tudo posso perguntar: Senhor! O Senhor quer me ensinar ou mostrar algo neste episódio? É apenas uma falta de infraestrutura do aeroporto que está há duas semanas com os aparelhos de controle de vôo estragados ou tem algum SINAL que posso interpretar como uma lição a ser lida sob o olhar da fé?

Estou propenso a dizer que na meditação e reflexão, embora isso certamente não fosse intenção de Deus, mas falha administrativa da INFRAERO ou de quem tem responsabilidade de reparar o aparelho danificado, estou propenso a dizer que este fato está me mostrando que DEVO ESTAR PRONTO E ABERTO AO NOVO E NÃO AO QUE EU POSSA PLANEJAR E PREVER COM EXATIDÃO.

Assim, morar em casa nova, cidade ou diocese nova, sem que eu me torne NOVO no coração e na mente, NÃO VAI TRAZER O NOVO PARA LAGES.

Vou mostrar algumas fotografias tiradas agora mesmo dos fundos da nova residência e prédios ao redor para dizer que se a paisagem geográfica e física é nova, EU terei que estar novo, porque tenho que imaginar a “FOTOGRAFIA NOVA DA PASTORAL DAQUI, A NOVA CULTURA DAQUI, A NOVA ORGANIZAÇÃO NO MODO DE SER IGREJA E EVANGELIZAÇÃO DAQUI, A NOVA FORMA DE ADMINISTRAÇÃO DAQUI E AS NOVAS PESSOAS E AGENTES DE PASTORAL DAQUI.

Obrigado Senhor, porque ao invés de me incomodar com o transtorno aéreo de ontem, o Senhor está me possibilitando a uma releitura da VERDADEIRA MUDANÇA que está acontecendo e está é MUITO MAIS bela e desafiadora do que Sair do Goiás – Ipameri e VIR A BELA E SANTA CATARINA – Lages.

Deus abençoe a todos nós.

+ Guilherme Antonio Werlang Werlang.

GRATIDÃO E PERDÃO!

Bom dia meu amigo e minha amiga.

GRATIDÃO E PERDÃO!

Nesta ainda quase madrugada quando saio de Ipameri rumo à Goiânia para embarcar para Lages, o lugar onde minha MISSÃO deve ter continuidade, por mais que eu pensasse, não tenho outras palavras a escrever que não sejam, GRATIDÃO E PERDÃO.

Gratidão a Deus por ter me chamado a Ipameri e tudo o que aqui pude vivenciar, partilhar e crescer. Agradecer à Igreja por ter-me confiado responsabilidade tão grande, quanto ser pastor de um Rebanho que é de ninguém mais e nem menos que do Filho de Deus, Jesus. Gratidão cada uma das pessoas, católicas ou não que aqui foram parceiros do Projeto que não era meu, mas do Reino.

SEM DÚVIDA ALGUMA, SEM MENOSPREZAR NENHUMA EXPERIÊNCIA ANTERIOR, ESTA FOI ÚNICA PARA MIM.

Sei que sem todas as experiências, cargos, trabalhos anteriores, desde a primeira responsabilidade de formador de seminário de ensino fundamental e médio, a auxiliar na administração de seminário, reitor, capinando na roça com os seminaristas, montando a cavalo ou vacinando o gado, ou subindo em caminhão ou trator para o plantio ou colheita, até o de ser professor de filosofia, orientador de teologia, animador vocacional ou Pároco em algumas paróquias e Coordenador de pastoral em Dioceses, SEM ESTAS EXPERIÊNCIAS ANTERIORES eu não teria conseguido viver aqui tudo o que hoje AGRADEÇO com um SIMPLES, MAS SINCERO, “MUITO OBRIGADO”!

Tudo quanto puder AGRADECER ainda será pouco e sempre haverá a quem deveria ter gratidão mais destacada porque como Jesus ensinou AMOU mais esta Igreja, este Projeto de Evangelização e a minha própria pessoa, conforme Lucas 7,47.

A segunda palavra que deixo hoje aqui registrada é PERDÃO, porque por mais que eu queria ou tenha me esforçado para ser justo, tenho falhado em muitos momentos. mesmo que involuntariamente ofendi, magoei, falhei, não estendi suficientemente a mão à mãos estendidas em pedidos ou súplicas, mesmo que fosse de um “oi”, de um sorriso, de uma palavra. Perdão porque não consegui ser 100% dedicado a Deus no serviço aos irmãos e irmãs, ou por der feito ou permitido diferenças, conforme a religião, o grau de ensino ou a condição social. Perdão por ter sido severo ou duro em demasia em muitas ocasiões. Perdão pelos pecados pessoais ou por corroborar com pecados sociais. enfim, PERDÃO a Deus e a cada irmão ou irmã que não se sentiu amado por mim como irmão ou irmã.

Dentro de poucos minutos é hora de deixar a casa, a Diocese, a Paróquia da Catedral do Divino Espírito Santo, a cidade, e todas as cidades e comunidades urbanas ou rurais que perfazem a Diocese de Ipameri, e “ir para a Terra que o Senhor Deus me indicar”, assim como Javé disse certo dia a Abraão, “Sai de tua terra e vai para a terra que eu te mostrar” Gn. 12,1.

Aos que ajudaram e apoiaram, aos que criticaram, resistiram, foram à favor ou contra, aos que falaram bem ou mal, aos que me levantaram muitas vezes ou me empurraram, … INDISTINTAMENTE A TODOS E TODAS MINA GRATIDÃO E MEU PEDIDO DE PERDÃO.

Meu abraço fraterno a todos os irmãos e irmãs da Diocese de Ipameri e amigos e amigas desse chão sagrado do Goiás do Divino Pai Eterno e da Mãe de Jesus de tantos títulos.

Obrigado aos que leram esta mesma mensagem, mesmo não sendo daqui e compreenderam que hoje reservei atenção especial para quem me tratou de forma tão especial como este Povo Goiano, nestes 28 anos de missão.

Ó senhor Deus, abençoa estes teus filhos e filhas tão queridos. Abençoa também todos os meus novos irmãos e irmãs em cujos corações e casas peço licença para chegar. Abençoa também todas as pessoas que me acompanham diariamente ou sempre que podem em minhas simples palavras.

A bênção de Deus de infinita misericórdia, Pai, Filho e Espírito Santo, desça sobre todos e todas, hoje e permaneça para sempre. Amém!

+ Guilherme Antonio Werlang Werlang

Missa de Ação de Graças pela missão de D. Nelson Westrupp, sjc como Administrador Apostólico da Diocese de Lages

Fim de mais uma fase…
No dia 13 de março de 2018, quando completou exatamente treze meses da missão de Dom Nelson em Lages, grande emoção e ação de graças a Deus, tomou conta da Catedral Diocesana de Lages, Nossa Senhora dos Prazeres, com a Santa Missa em agradecimento a Deus pelo pastoreio de Dom Nelson, Administrador Apostólico de Lages.
Foi um tempo de graças, muitas graças e desafios também… eles fazem parte das coisas verdadeiramente boas.
Muitos Padres e o Povo de Deus! Isso alegra o coração e torna o hino de gratidão mais rico e agradável a Deus.
Emoção sob o canto, lindamente entoado pelo Coral da Catedral com Marlene Dantas Panisa e o Povo: “Eu confio em Nosso Senhor, com fé, esperança e amor…” Há gratidão nos olhares e há saudade também… A confiança em Deus, Nosso Senhor.
Foi um tempo de graças e crescimento. Uma experiência sem igual!
“Vou navegar nas águas deste mar….”.
Sim! Missão cumprida em Lages e Dom Nelson continuará sua missão, sem duvidar, sem medo de sonhar, pois é cidadão do infinito. Foi sempre assim. Desde o primeiro sim aos 11 anos de idade. Parabéns, Dom Nelson, exemplo de homem de Deus fiel e consciente de sua missão e dos encargos que o Senhor da Messe lhe confiou e confia.
Os Padres, os  Diáconos Permanentes, as Religiosas e grande participação do Povo da Diocese e dos amigos que Deus nos concedeu nesse curto período de um ano e um mês, marcaram presença neste momento especial da Missa. Valeu muito a pena.
Obrigada, Povo Serrano! Foi muito bom ter estado com Vocês!

Tempo novo de novas esperanças!

Enfim, “aquele que era esperado” está entre nós, cheio de entusiasmo, pronto e disponível a colocar seu Lema Episcopal: “Para que todos tenham vida” (Jo 10, 10), a serviço da Diocese de Lages e do Povo de Deus que peregrina na magnífica e acolhedora Região Serrana no Planalto Catarinense.

Região mais fria do Brasil, porém, onde o céu é mais azul, o sol mais brilhante e o coração mais caloroso. Terra abençoada por Deus, onde cresce o pinheiro araucária (:“árvore-da-terra-do-povo-livre”); onde as macieiras e hortaliças transbordam de esperança e as montanhas e colinas se enfeitam de hortênsias e de alegria. Terra onde rios de Deus que vêm do alto derramam águas, e neves e gelos bendizem o Senhor!

Consciente da importância da água, indispensável à vida vegetal, animal e humana, Dom Guilherme, nascido em Região fluvial, será portador da “água viva” do Espírito de Deus ao povo que peregrina na Diocese de Lages.

Nunca é fácil esperar, pois a espera pode ser curta, breve, como pode ser longa, demorada…

Todos e todas nós, diocesanas e diocesanos da querida Diocese de Lages, rezamos, pedimos ao Senhor da Messe, fizemos novenas a Nossa Senhora, à espera de nosso 5º Bispo Diocesano. De um Bispo que correspondesse aos ideais das primeiras comunidades cristãs, no seio das quais reinava um só coração e uma só alma.

Nossa espera pelo 5º Bispo de Lages demorou pouco mais de um ano. Ainda bem que a impaciência da espera foi suavizada pela nomeação e anúncio do “esperado”.

Quando o amor é maior, o tempo de espera vai nos construindo por dentro e nos permite criar espaço no coração para quem está chegando.

Agora que fomos agraciados com a nomeação e posse de novo Bispo, não nos cansemos de orar por ele, para que a sua fé e seu ardor apostólico não desfaleçam (cf. Lc 22, 32). Aliás, Jesus mesmo disse: “Sem mim, nada podeis fazer” (Jo 15, 5).

A Diocese de Lages está iniciando um novo tempo e tempo de novas esperanças e expectativas.

Minha intuição é a de que Dom Guilherme Antônio Werlang, M.S.F., colocará em prática o conselho do Papa Francisco, isto é, “às vezes, por-se-á à frente para indicar a estrada e sustentar a esperança do povo, outras vezes manter-se-á simplesmente no meio de todos com a sua proximidade simples e misericordiosa e, em certas circunstâncias, deverá caminhar atrás do povo, para ajudar aqueles que se atrasaram” (EG, 31).

Dom Guilherme vem em nome do Senhor, trazendo a indicação e propostas de novos caminhos na busca e na ânsia de levar a luz do Evangelho a todos os recantos da Diocese.

Saber despedir-se é preciso…

Cabe-me agora retornar ao deserto que atravessava antes de minha designação para Administrador Apostólico da inesquecível Diocese de Lages. Tenham a certeza, porém, de que todas e todos Vocês, queridas irmãs e queridos irmãos, continuarão presentes em meu coração e na oração.

Um dia, o Mestre convida os Apóstolos, agradecidos e felizes, que acabam de chegar de sua missão apostólica, a irem com Ele “para um lugar deserto” (cf. Mc 6, 31), isto é, para um encontro espiritual, íntimo, longe do barulho da rua e das preocupações do trabalho. Estar face a face com Deus é o melhor lugar para revermos caminhos, discernirmos projetos e encontrarmos novas respostas existenciais…

Cristo acolhe os Apóstolos pessoalmente, trocam impressões, explicam como as coisas se passaram para confrontar experiências, rever métodos, propor novas pistas, corrigir imperfeições, reforçar iniciativas que deram certo.

Não há ninguém ligado a Cristo e ao Evangelho que não necessite da experiência do deserto. “Vinde, a sós, e descansai um pouco!”. Deserto significa tempo de intimidade para aprendermos no silêncio a escutar o Senhor, que passa. Chega-se a uma determinada fase da vida em que fazer silêncio é preciso, interpor desertos é necessário para ouvir o que Deus tem a nos dizer. Só um coração despojado de tensões e ruídos, é capaz de um encontro amoroso com Deus em comunicação filial. Escutar a Deus em silêncio é a oração perfeita, a suma contemplação. Vinde, a sós, para esta nova casa feita de recolhimento, de intercessão, de oração.

A exemplo dos discípulos de Jesus, queremos caminhar unidos na mesma missão de passar para o outro lado das aparências. No silêncio do deserto se aprende a sabedoria de escutar o outro, comungando a Palavra e a Pessoa de Jesus.

            “Os Apóstolos se reuniram junto de Jesus e lhe contaram tudo o que tinham feito e ensinado” (Mc 6, 30). Deserto significa tempo de parada para a reflexão e revisão de vida e de caminhada. Para isso estivemos aqui. Continuaremos a rezar juntos, repensar caminhos percorridos e continuar à disposição do Reino. Queremos estar disponíveis à brisa suave que o Espírito Santo fizer passar em nossas meditações e reflexões.

O deserto não é fuga nem alienação. No silêncio com Deus ressoam todas as dores humanas e todos os apelos da vida. Se vamos para o deserto é para estar mais perto das pessoas; se escolhemos o silêncio é para falar melhor. De fato, andamos por demais saturados de agitação e ruídos, distraídos do único necessário. Sobram palavras; faltam silêncios. Em meio a tantos compromissos e atividades, há o perigo de esquecermos que o eixo essencial de nosso trabalho pastoral é o serviço do Reino de Deus.

Nos Corações de Cristo misericordioso, e de Nossa Senhora dos Prazeres, um abraço agradecido e uma especial bênção a todas e a todos.

Lages, março de 2018
Dom Nelson Westrupp, scj
Administrador Apostólico da Diocese de Lages

Ordenação Diaconal em vista do Presbiterado

A Diocese de Lages começou o ano de 2018 vivenciando experiências eclesiais fortes. Uma delas foi a ordenação diaconal dos Seminaristas Alex e Victor. Digo, uma delas, porque a Diocese está em clima de esperança e expectativa para receber seu novo Bispo Diocesano, Dom Guilherme Antônio Werlang, M.S.F., cuja Posse Canônica será no dia 17 de março de 2018, na Catedral de Lages.

No dia 25 de fevereiro, ensolarada tarde de Domingo, o segundo da Quaresma, quando a Igreja celebrava a Transfiguração do Senhor, a Catedral Diocesana Nossa Senhora dos Prazeres de Lages, tornou-se pequena para acolher tantos Padres, Diáconos, Seminaristas, Familiares e centenas de fiéis que se fizeram presentes para participar da Ordenação Diaconal de Alex e Victor.

Celebrar uma ordenação diaconal numa diocese é sinal de esperança. Esperança de novos servos do Senhor, desejosos de se colocarem a serviço da Igreja de Jesus Cristo e da evangelização. Quando se trata de ordenação diaconal, em vista do presbiterado, temos a certeza de novos Padres para a Igreja, indispensáveis para levar o Pão da Vida e o Pão da Misericórdia ao Povo de Deus que peregrina na fé.

A gente podia perceber, durante a celebração da Missa da Ordenação, o quanto Alex e Victor deixavam transparecer a alegria de terem chegado a esse momento decisivo de sua caminhada vocacional. Havia nos dois Ordinandos uma expressão de seriedade e compenetração diante da missão assumida, a qual doravante, exigirá maior comprometimento.

Tornar-se diácono é receber, das mãos do Bispo e da Oração da Igreja, a graça do primeiro grau da Ordem. Os que são chamados ao diaconado e ao presbiterado devem ter a consciência de que são chamados a uma missão específica e a uma identidade eclesial de serviço e doação. Aliás, como bem recordou o Bispo ordenante, Dom Nelson Westrupp, scj, Administrador Apostólico de Lages, que a missão-vocação dos ministros da Igreja é ser servidor. Nesse particular, Jesus é modelo a ser seguido e imitado, completou Dom Nelson. E disse mais: a “marca registrada” de Jesus é servir e dar a vida. Ele mesmo disse: “O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida em resgate por muitos” (Mt 20, 26-28). Portanto, a identidade do diácono é ser ícone de Cristo-Servidor (cf. homilia da ordenação).

Terminada a Missa, a Catedral ofereceu aos presentes uma bela acolhida acompanhada de coquetel, onde todos puderam abraçar os novos diáconos Alex e Victor e se confraternizar, na alegria do encontro entre irmãos e irmãs de fé.

A Diocese de Lages deseja ao Diácono Alex e ao Diácono Victor que sejam felizes nessa nova etapa da missão vocacional, e que se preparem com ardor e esperança para o grande dia da ordenação presbiteral.

Ir. Maurinéa Aparecida dos Santos

FICA UM GRANDE PATRIMÔNIO NA IGREJA DA DIOCESE DE IPAMERI E JÁ SEI QUE VOU HERDAR IGUALMENTE UM ENORME PATRIMÔNIO EM LAGES.

Bom dia minha amiga e meu amigo.

FICA UM GRANDE PATRIMÔNIO NA IGREJA DA DIOCESE DE IPAMERI E JÁ SEI QUE VOU HERDAR IGUALMENTE UM ENORME PATRIMÔNIO EM LAGES.

Em conversas ao redor de uma mesa perguntaram-me sobre os PATRIMÔNIOS de Ipameri e Lages.

Perguntaram quantas Igrejas foram construídas, restaurasse ou reformadas na Diocese nesses 18 anos de Bispo Diocesano de Ipameri e também perguntaram se eu tinha alguma noção do PATRIMÔNIO de Lages.

Minha resposta bem franca e coloquial foi que realmente conseguimos FAZER UM BELO PATRIMÔNIO NA DIOCESE. Ipameri é uma Diocese MUITO RICA. A maior parte já herdarei de que esteve aqui antes de mim e eu procurei dar a minha parcela de contribuição para fazer crescer e aumentar este PATRIMÔNIO.

Eu comecei então apontar as quase 1000 catequistas, uns 800 Ministros, 30 Padres, 16 Congregações Religiosas, milhares de líderes leigos das Pastorais, Movimentos e Serviços de Igreja e cristãos católicos de um Povo de Deus de excelente qualidade e fidelidade.

EU DISSE QUE O MAIOR PATRIMÔNIO DA DIOCESE DE IPAMERI É O POVO CATÓLICO.

Quando restauramos, melhoramos, recuperamos a fé e vida cristã de nosso povo, de nossas famílias e quando conseguimos mais qualidade de vida para todos e não só para os fiéis de nossa Igreja e ainda, quando fazemos nascer novos cristãos e novas Comunidades, então somos UMITO RIOCOS E TEMOS UM GRANDE PATRIMÔNIO.

O patrimônio material de imóveis vai bem e melhora quando o POVO for o que temos de mais precioso.

Depois, referindo-me a Lages, eu disse que só vi a catedral e a casa Episcopal como PATRIMÔNIO de imóveis e por isso não poderia responder nada sobre este este patrimônio material, mas poderia dizer que vou para uma Diocese riquíssima porque pelo que fui informado, lá tem aproximadamente 80% do POVO, ainda católico e também fui informado sobre ótimos Padres, Vida Religiosa e milhares de lideranças e me parece que mais de 400 Comunidades Eclesiais: paróquias, capelas, CEBs ou pequenas comunidades, além de muitas Pastorais e Movimentos de Igreja.

Cuidemos todos nós de nossos maiores e mais precisos PATRIMÔNIOS: a família com seus filhos, os casados com seu cônjuge, as empresas, antes de seus clientes, tem o patrimônio de seu quadro diretivo e funcionários e nossas Igrejas, de nossos fiéis e do povo em geral.

Somos realmente muito ricos.

Deus abençoe a todos e todas.

+ Guilherme Antonio Werlang Werlang.

Jornal A Caminhada – Março 2018

Diocesanos e Diocesanas de Lages!
Assinem o Jornal da Diocese e fiquem por dentro. Procurem o Jornal em sua Paróquia ou no Secretariado Diocesano.
Façam parte também dos Grupos de Família adquiram seu Livro de Encontros no Secretariado da Diocese.

APRENDENDO COM A TRANSFERÊNCIA.

Bom dia minha amiga e meu amigo.

APRENDENDO COM A TRANSFERÊNCIA.

HORA DE FAZER AS MALAS.

Em diversas ocasiões Jesus nos adverte que devemos estar PREPARADOS e PRONTOS em nosso viver correto, NUNCA DEIXANDO PARA “DEPOIS” ALGO ERRADO PARA SE ARREPENDER E CORRIGIR. Diz que a HORA DERRADEIRA DA DESPEDIDA DESTE MUNDO NINGUÉM SABE E NORMALMENTE É TOTALMENTE SEM AVISO PRÉVIO.

Hoje de manhã durante a oração da manhã, ao lembrar que já está quase passando da hora de pensar em começar ARRUMAR A MALA DA MUDANÇA DE IPAMERI PARA LAGES E SELECIONAR o que devo colocar na mala de viagem e o que devo DEIXAR AQUI OU JOGAR FORA, pensei a grande graça de APRENDER com esta transferência.

Para esta mudança, para este TER QUE DEIXAR o lugar e as pessoas que tanto gosto e amo, Deus me deu a graça de ter 2 meses de tempo para me preparar de espírito, alma e afazeres e PODER SELECIONAR o que DEVO LEVAR “NA MALA” da viagem, mas haverá um dia UMA VIAGEM, provavelmente sem aviso prévio para ARRUMAR E JOGAR FORA o que não devo LEVAR e SELECIONAR o que O Senhor está esperando que LEVE NAQUELA MALA DA VIDA.

Para a mudança de Ipameri para Lages, tive tempo de DELETAR arquivos, jogar fora papéis, pertences, pedir perdão à pessoas, reatar ou redimensionar relacionamentos, fazer um último agradecimento ou dizer a alguém o quanto é importante para mim, dar um último abraço ou beijo de até logo.

DEUS É BOM DEMAIS!

Mas e para AQUELA “TRANSFERÊNCIA” ou “MUDANÇA” derradeira, será que terei tempo para tudo isso?

Assim pensando, meditando e refletindo, diante do sacrário na capelinha que tenho na casa da residência episcopal, comecei a agradecer ESTA HORA DE APRENDIZADO QUE DEUS ESTÁ ME OFERECENDO.

Foi por isso que Jesus avisou tantas e tantas vezes para NÃO DEIXAR PARA DEPOIS, PARA AMANHÃ, um pedido de reconciliação, de perdão ou de praticar uma obra boa de caridade, de justiça e de amor a alguém.

Por todas as centenas de manifestações de afeto, de carinho, de amor, de saudade, de uma palavra de conforto, de encorajamento, de amizade, do dizer nas palavras de muitas pessoas do quanto fui importante na caminhada e na vida de alguém, MEU MUITO OBRIGADO ÀS PESSOAS que assim se manifestaram e a DEUS que me oportuniza esta experiência de DESPEDIDA, DE TRANSFERÊNCIA e de LEMBRAR-ME QUE ISTO É UM ENSAIO PARA UMA MAIOR E MAIS DEFINITIVA QUE TODOS PASSAREMOS E DA QUAL NEM BISPO FICA LIVRE.

Na vida sempre pensamos que TEMOS MAIS ALGUNS DIAS, MESES OU ANOS, mas é importante NÃO DEIXAR ACUMULAR COISAS NEGATIVAS que não deverão estar a mala da viagem definitiva. Selecionar a cada dia o que devo levar e o que devo jogar fora, me deixará preparados para A HORA QUE DEUS ESCOLHER PARA ME DIZER: É HORA DE EMBARCAR. VAMOS!

Aprender de tudo o que Deus nos oportuniza, é um dos segredos de uma vida feliz.

Por hoje chega, porque AGORA TENHO QUE COMEÇAR A ARRUMAR AS MALAS. Elas tem que estar prontas porque quando a hora marcada do embarque chegar não terá tolerância de “espera mais um pouco porque não estou pronto”.

+ Guilherme Antonio Werlang Werlang

“E QUANDO EU FOR LEVANTADO DA TERRA, ATRAIREI TODOS A MIM”. (Jo. 12,32)

Bom dia meu amigo e minha amiga.

“E QUANDO EU FOR LEVANTADO DA TERRA, ATRAIREI TODOS A MIM”. (Jo. 12,32)

É de conhecimento universal que Jesus de Nazaré, em sua Vida Pública atraia multidões que o seguiam. As razões eram das mais diversas, desde o simples fato de matar a fome com pão e peixe, a cura de todos os tipos de doenças, a não condenação do pecador e da pecadora, mas sim do pecado, o acolhimento sempre afetuoso, mas firme e decidido, a MISERICÓRDIA e o PERDÃO e tantas outras razões, INCLUSIVE A EXPECTATIVA DO MESSIANISMO, mas de um MESSIAS político que fosse restaurar o Reino de Israel e derrotasse os romanos ou impérios estrangeiros.

Sabemos que sempre que Jesus exigia DOS ATRAÍDOS atitudes mais radicais e comprometedoras, estes deixavam de segui-lo e até mesmo se voltavam contra Ele, inclusive ameaçando-o de morte ou de apedrejamento.

Hoje, em nosso 4º domingo da quaresma, em processo de conversão para celebrar a Páscoa do Senhor, a liturgia cristã católica nos apresenta no Evangelho de João 3, 14-21, no contexto da conversa de Jesus com Nicodemos que diz “14. Como Moisés levantou a serpente no deserto, assim deve ser levantado o Filho do Homem, 15. para que todo homem que nele crer tenha a vida eterna. 16. Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. 17. Pois Deus não enviou o Filho ao mundo para condená-lo, mas para que o mundo seja salvo por ele.”

Juntando este texto que claramente indica o CAMINHO DA CRUZ E DA CRUCIFICÇÃO, no texto do mesmo evangelista João, no capítulo 12,32, que está no título da refelxão, FICA TÃO CLARO QUANTO A LUZ DO MEIO DIA EM DIA SEM NUVENS, QUAL O JESUS QUE NOS ATRAI PARA TERMOS A SALVAÇÃO E A REMISSÃO DOS PECADOS.

Todos os motivos que podem ATRAIR alguém a Jesus são metodologicamente importantes e Jesus os usava, como eu disse acima, até um pedaço de pão, MAS A PROVA DE PERMANÊNCIA E DA FIDELIDADE PASSA NECESSARIAMENTE PELA CRUZ.

Participar desta ou daquela Igreja que se auto denomina cristã, ou dentro de nossa própria Igreja, mas movidos a shows, a “milagres”, ainda que falsos, não resiste à Paixão, humilhação extrema, sofrimento, coroação de espinhos, ou às marteladas ao fincar os pregos na carne viva das mãos e da morte de Jesus, porque Ele diz: “Como Moisés levantou a serpente no deserto, assim deve ser levantado o Filho do Homem” e arremata “E QUANDO EU FOR LEVANTADO DA TERRA, ATRAIREI TODOS A MIM”,

+ Guilherme Antonio Werlang Werlang

“SAIU O SEMEADOR A SEMEAR”.

Bom dia meu amigo e minha amiga.

“SAIU O SEMEADOR A SEMEAR”.

10ª ASSEMBLEIA DIOCESANA DE PASTORAL DA DIOCESE DE IPAMERI, GO.

Neste fim de semana a Diocese de Ipameri realiza a conclusão dos trabalhos de sua 10ª Assembleia Diocesana de Pastoral. Convoquei esta Assembleia no dia 03 de dezembro de 2016, por ocasião da conclusão das celebrações do Jubileu de Ouro de nossa Diocese. Portanto, foram 15 meses de intensos trabalhos em todas as Paróquias, Capelas, CEBs, Pastorais, Serviços Eclesiais, Movimentos de Igreja e Conselhos paroquiais e Diocesanos. Todas as Paróquias e Regiões pastorais ao longo deste tempo também ja´realizaram suas Assembleias locais. POR ISSO NÃO É HOJE E AMANHÃ QUE ACONTECE A ASSEMBLEIA, MAS SIM, A CONCLUSÃO E VOTAÇÃO FINAL DE TODOS OS TRABALHOS PREPARATÓRIOS NA BASE DA IGREJA DA DIOCESES DE IPAMERI.

Aqui vamos elaborar nosso novo Objetivo Geral, Prioridade pastoral, Diretrizes Pastorais e Normas Orientativas de execução na prática do dia a dia da vida da igreja.

Escolhi a Parábola do Semeador para a reflexão de hoje porque amanhã, ao concluir a 10ª Assembleia Diocesana de pastoral, também concluirei meu pastoreio de Bispo Diocesano à frente desta porção do Povo de Deus que forma esta ABENÇOADA Diocese, onde Deus me deu a graça de SEMEAR COMO ENVIADO DE JESUS.

Assim como Jesus disse, Ele me enviou para cá aos 07 de agosto de 1999 para CONTINUAR a SEMEAR a semente de sua Palavra, junto com muitos outros semeadores que aqui já havia e tantos outros que foram vindo ao longo desses anos todos.

O texto sagrado diz em Mateus, 13,4-9 “Jesus disse 4. Um semeador saiu a semear. E, semeando, parte da semente caiu ao longo do caminho; os pássaros vieram e a comeram. 5. Outra parte caiu em solo pedregoso, onde não havia muita terra, e nasceu logo, porque a terra era pouco profunda. 6. Logo, porém, que o sol nasceu, queimou-se, por falta de raízes. 7. Outras sementes caíram entre os espinhos: os espinhos cresceram e as sufocaram. 8. Outras, enfim, caíram em terra boa: deram frutos, cem por um, sessenta por um, trinta por um. 9. Aquele que tem ouvidos, ouça.”

Tenho certeza que esta Parábola se realizou aqui. Teve sementes que lançamos, por descuido, à beira do caminho ou em terras pedregosas. Outras caíram em terra boa, mas não fomos capazes de limpar a roça e por isso também não produziram, mas GRANDE PARTE CAIU EM TERRA BOA E A CULTIVAMOS E PRODUZIU FRUTOS DE 30; 60 e 100 POR SEMENTE.

Quando eu vim como bispo, MUITAS coisas boas já existiam aqui e fomos COLHENDO OS FRUTOS DOS QUE TRABALHARAM ANTES DE MIM NA SEMEADURA NESTA IGREJA PARTICULAR. ASSIM TAMBÉM OUTROS COLHERÃO DO QUE NÓS TRABALHAMOS NESTES 18 ANOS.

Jesus disse no evangelho de São João:
“Porque nisto é verdadeiro o ditado: ‘Um semeia e outro colhe. “Eu vos enviei a ceifar onde não trabalhastes, outros trabalharam, e vocês recebem o benefício deste trabalho”.

Por fim quero concluir esta minha reflexão com o texto do Apóstolo Paulo, porque tenho consciência plena que EU E TODAS AS LIDERANÇAS DA DIOCESE DESTA IGREJA E DE TODAS AS IGREJAS SOMOS APENAS “SERVOS”, ISTO É EMPREGADOS SEMEADORES DE JESUS.

Nenhuma honra, nenhuma glória, nenhum louvor nos pertence, porque FAZER CRESCER E FRUTIFICAR, É SEMPRE OBRA DE DEUS. Paulo ensina magistralmente:

“I Coríntios, 3 1. 4. Quando, entre vós, um diz: Eu sou de Paulo, e outro: Eu, de Apolo, não é isto modo de pensar totalmente humano? 5. Pois que é Apolo? E que é Paulo? Simples servos, por cujo intermédio abraçastes a fé, e isto conforme a medida que o Senhor repartiu a cada um deles: 6. eu plantei, Apolo regou, mas Deus é quem fez crescer. 7. Assim, nem o que planta é alguma coisa nem o que rega, mas só Deus, que faz crescer. 8. O que planta ou o que rega são iguais; cada um receberá a sua recompensa, segundo o seu trabalho. 9. Nós somos operários com Deus. Vós, o campo de Deus, o edifício de Deus. 10. Segundo a graça que Deus me deu, como sábio arquiteto lancei o fundamento, mas outro edifica sobre ele. 11. Quanto ao fundamento, ninguém pode pôr outro diverso daquele que já foi posto: Jesus Cristo. 12. Agora, se alguém edifica sobre este fundamento, com ouro, ou com prata, ou com pedras preciosas, com madeira, ou com feno, ou com palha, 13. a obra de cada um aparecerá. O dia (do julgamento) demonstrá-lo-á. Será descoberto pelo fogo; o fogo provará o que vale o trabalho de cada um. 14. Se a construção resistir, o construtor receberá a recompensa. 15. Se pegar fogo, arcará com os danos. Ele será salvo, porém passando de alguma maneira através do fogo.”

A Deus toda honra, glória e louvor. Amém!

+ Guilherme Antonio Werlang Werlang