“Eu era estrangeiro e me acolhestes” (Mt 25,35)

Caros Amigos e Amigas,

“Faço meu o presente apelo da Presidência e do Conselho Permanente da CNBB (Vide anexo). Os irmãos e irmãs Venezuelanos precisam de nossa generosidade. Sejamos generosos como Deus é generoso para conosco.
“Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer, forasteiro, e te recebemos em casa?
Todas as vezes que fizestes isso a um destes mais pequenos, que são meus irmãos e irmãs, foi a mim que o fizestes!” (Mt 25, 37-40).
Deixemos nosso coração decidir!

Um abraço amigo e uma especial bênção do Deus rico em misericórdia.

Dom Nelson Westrupp, scj
Lages, 8 de março de 2018

N.B.: Divulgue ao máximo o referido Apelo!”.

DE QUEM É A OBRIGAÇÃO DE ARRUMAR A CASA?

Bom dia meu amigo e minha amiga.

DE QUEM É A OBRIGAÇÃO DE ARRUMAR A CASA?

Ontem tivemos mais uma vez a graça de celebrar o dia Internacional da Mulher.

Mais uma vez minha saudação respeitosa a todas as mulheres que assumem e vivem o feminino da humanidade, em busca de seu sentido mais pleno e digno e aos homens que sabem respeitar por seu modo de ser e viver o masculino. Nessa troca e complementariedade realizam o sonho de Deus ao CRIAR O SER HUMANO MACHO E FÊMEA, ou seja, HOMEM E MULHER, conforme o livro do Gênesis 1,27 e repete esta mesma narrativa no capítulo 5,1,2. Nestes textos há um só Ato Criador do Ser humano e é criado simultaneamente Feminino e Masculino.

Não sei porque se difunde tanto a segunda narrativa da criação que se encontra no capítulo 2,7-25, onde se destaca que Deus criou por primeiro o Homem e depois a mulher e, pior, ainda com uma exegese muito tendenciosa que ressalta uma “inferioridade e fragilidade” da mulher, por ter sido “tirada” do Homem, o que francamente é forçar o texto sagrado, porque isto NÃO SE PODE DEDUZIR QUE TIVESSE SIDO A INTENÇÃO DE DEUS.

Pessoalmente gosto dos 2 textos e procuro em ambos ver a mesma INTENÇÃO de Deus que mostra que para a criação ser PLENA e possível de realização humana, deve ser sempre, feminina e masculina.

Dito isso, voltemos ao TÍTULO da reflexão, por meio do qual pretendo refletir e deixar transparecer o quanto, apesar dos largos passos e conquistas já dados e alcançados, ainda precisamos crescer para chegar ao SONHO ORIGINAL E CRIADOR DE DEUS.

Certamente ainda em mais de 80% da humanidade se consideram certas obrigações e responsabilidades atribuídas, se não com exclusividade, ao masculino ou ao feminino.

Destaco a questão da OBRIGAÇÃO do arrumar, limpar, organizar e zelar da casa e a “criação” dos filhos, como exclusividade da mulher. Ainda se considera “normal” que depois de qualquer refeição ou festinha familiar, os homens vão para a “folga” e justo descanso enquanto as mulheres vão para a limpeza e a cozinha. Também no dia a dia da vida familiar, considera-se “normal” que a menina arrume seu quarto, lave a louça, ajude na limpeza da casa, enquanto que os meninos para não estorvar, é melhor que saiam para a rua, para o computador, para o jogo de bola ou seja lá o que for, contanto que “desapareçam” para deixar as meninas em paz para fazer os serviços, chamados domésticos.

Ainda se ouvem exclamações de elogio e admiração do tipo: “meu marido me ajuda em tudo na casa, na cozinha, no lavar a louça, no dar banho ou mamadeira nas crianças”

É na família e modelo de educação que se perpetuará ou se modificará esta discriminação, esta injustiça, esta desigualdade entre o sexo masculino e feminino. Alguns gostariam que eu falasse, “a questão de gênero”. Como eu que não sou filósofo, nem sociólogo, psicólogo, antropólogo ou seja lá outros “ÓLOGOS”, eu prefiro correr menos riscos e continuo classificando como “GÊNERO”, apenas o “HUMANO” e o “HUMANO” como MASCULINO E FEMININO. Não entro nesta briga, “nem se me derem uma boiada de graça”. Tenho certeza que daqui a algumas décadas ou séculos, que é muito pouco tempo, considerando a história humana, as TEORIAS de hoje, já terão outras “verdades” e interpretações.

Sem querer fechar a questão inicial, mas apenas colocar uma “pimentinha” de provocação para reflexão, para continuarmos crescendo em busca da igualdade na DIGNIDADE, DIREITOS E OBRIGAÇÕES, do masculino e feminino, VOLTO À QUESTÃO DO TÍTULO: DE QUEM É A OBRIGAÇÃO DE ARRUMAR A CASA? Portanto, isso também vale para nossas casas de religiosos, padres e bispos. É minha opinião e entendimento. Não somos imunes ao machismo sutil e até inconsciente em nosso viver e “estar” na casa.

Na minha opinião, esta OBRIGAÇÃO é de todos os que moram na casa. o MESMO SE DIGA EM REFERÊNCIA AO CUIDADO E CRIAÇÃO DOS FILHOS. É de quem os gerou, de quem os “fez”. Como a mulher não faz filhos sozinha, também não tem obrigações sozinha. É SEMPRE DO CASAL.

+ Guilherme Antonio Werlang Werlang

Homenagem de Dom Nelson a todas as mulheres

“A mulher de valor, quem a encontrará? Ela é muito mais preciosa do que as jóias. Seu marido confia nela plenamente e não precisa de outros recursos.” (Prov 31, 10-13).

Mulher: Palavra nobre, com um significado infinito, pois quer dizer amor, dedicação, renúncia a si própria, ternura e perdão, força e sabedoria, acolhimento e proteção da vida.

Ser mulher não é simplesmente ter a graça de gerar e dar à luz, mas, sobretudo, participar da vida dos seus frutos gerados ou criados.

Ser mulher é colaborar para que a criação, dom de Deus ao ser humano, se desenvolva em harmonia e suavidade.

A beleza e o perfume das flores, a doçura do mel, o brilho das estrelas, envolvam Você hoje e que Você continue irradiando este amor e esta alegria que só Você possui.

Sua pessoa e seu ser feminino embelezam nossas vidas e enfeitam o mundo com a ternura que vem do próprio Deus.

Mulher, neste seu dia, quero rezar a Deus por você, assim:

“Pai, Tu, sendo Deus,
quiseste mostrar
entre nós tua face de ternura, compaixão, suavidade e beleza… Por isso, criaste todas as mulheres.
Peço-Te hoje por todas as mulheres.
Sinal concreto e visível de Teu amor entre nós.
Multiplicai os seus dias em nosso meio!

Acompanha-as em todo riso e em toda lágrima, pois seu riso é luz e suas lágrimas são sinais da alegria ou da dor, cuja expressão são tão próprias de sua feminilidade.
Proteja-as em todo trabalho.

Ouve suas preces todo dia e toda noite!
Que Tua bênção cubra de luz
a vida de todas as mulheres, para que,
inundadas de Ti, elas sejam sempre mais
presença da ternura divina em nossas vidas. Amém!

Dom Nelson Westrupp, scj

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Bom dia minha amiga e meu amigo.

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Hoje repasso no espaço de minha reflexão o texto produzido pelo Setor de Imprensa da CNBB ao qual ontem dei entrevista sobre o dia INTERNACIONAL DA MULHER. Portanto, tem parte de minhas colocações e parte do jornalismo da CNBB, sob a responsabilidade de Willian Bonfim.

“Dom Guilherme reforça o direito da mulher reivindicar sua dignidade

As histórias que remetem à criação do Dia Internacional da Mulher, celebrado no dia 08 de março dão conta de que a data teria surgido a partir de um incêndio em uma fábrica têxtil em Nova York, onde mais de 130 operárias morreram carbonizadas. O incidente marcou a trajetória das lutas feministas ao longo do século 20, mas foi somente nos anos 60 que o movimento feminista ganhou corpo e em 1977 o “8 de março” foi reconhecido oficialmente pelas Nações Unidas.

O bispo nomeado de Lages (SC) e presidente da Comissão Episcopal para a Ação Social Transformadora, Dom Guilherme Antonio Werlang afirma que é preciso lembrar sempre a origem do Dia Internacional da Mulher. Para ele, desde o princípio, a mulher reivindicou dignidade e respeito no seu trabalho, que era praticamente um “trabalho escravo”, “opressor”. “Diante da reação das mulheres no passado é que se pode hoje homenagear a todas em um dia exclusivo”, disse.

No Brasil, as movimentações em prol dos diretos da mulher surgiram no início do século 20 e como nos demais países, as mulheres buscavam por melhores condições de trabalho e de vida. A luta em si ganhou força com o movimento das sufragistas, nos anos de 1920 a 1930. Foram elas que lutaram e conseguiram o direito ao voto, que se estende até os dias atuais. “Gostaria de prestar minha homenagem às mulheres por sua coragem de indignação, por sua organização e por sua luta para superar e vencer toda forma de violência, de injustiça, de discriminação”, salienta dom Guilherme.

Após a conquista do direito ao voto no Brasil, a partir dos anos de 1980 as mulheres embarcaram numa nova luta: a luta contra a violência às mulheres. Neste contexto, Dom Guilherme afirma que apesar de todos os avanços que foram dados no passado recente, as mulheres ainda passam por muitas situações “vexatórias” e preconceitos “machistas” atualmente.

“Ainda temos muito predomínio de uma ideia machista e isso, parte às vezes de lideranças políticas, econômicas, religiosas e afirmo que tudo isso ainda deverá ser superado. Nesta luta devemos nos unir,mulheres e homens, e juntos devemos vencer isso”, completa o bispo.

Outra questão que ainda precisa ser vencida, de acordo com o bispo é a discriminação no gênero humano, entre o masculino e o feminino. Para Dom Guilherme, ainda hoje, são dados direitos e liberdades para o sexo masculino, desde criança, que o feminino não contempla. “Se quisermos mesmo mudar a nossa sociedade deveríamos começar pela educação, especialmente a infantil, pois lá ainda se reproduz o mesmo sistema de desigualdade entre homens e mulheres, quer dizer, crianças meninos e meninas.

Temos que mudar completamente a educação na primeira infância, seja nas famílias ou nas creches e escolas de ensino fundamental, para podermos de fato mudar a sociedade onde o homem e a mulher tenham realmente direitos e dignidades iguais”, defende.

Ações Concretas da Igreja – Frente à violência sofrida por mulheres diariamente, a Pastoral da Mulher Marginalizada, ligada ao Setor de Pastoral Social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) tem desenvolvido um trabalho de acompanhamento e promoção das mulheres que se encontram em situação de prostituição, de fragilização social e são vítimas de tráfico humano. “Ao longo dos 50 anos de existência, a Pastoral da Mulher Marginalizada tem desenvolvido ações de enfrentamento ao abuso e exploração sexual de mulheres e tem se posicionando frente às injustiças estruturais que causam sofrimento a vida das mulheres”, afirma a coordenadora nacional da Pastoral, Irmã Elizangela Matos dos Santos.

Outros organismos da CNBB, como a Cáritas Brasileira também recordou a data
Não só no Dia Internacional da Mulher, mas em todas as ações durante o ano a coordenadora explica que a Pastoral desenvolve trabalhos e traça agenda de atividades com temas atrelados a suas ações. “A Pastoral atende diariamente mulheres com demandas que muitas das vezes não estão em nosso poder de decisão. Ainda existe outros agravantes a serem enfrentados no nosso dia a dia que é a questão das drogas, gravidez na adolescência, aliciamentos e tantos outros tipos de violência que são vivenciados no contexto social”, explica a irmã.
No ano em que a Igreja coloca como tema da Campanha da Fraternidade: “Fraternidade e Superação da Violência”, a Pastoral continua sua missão de atender, acompanhar, orientar e encaminhar mulheres em situação de risco prezando pelo desenvolvimento de suas autonomias. “Nesse Dia Internacional da Mulher ofereço a nossa homenagem e reforço o direito da mulher reivindicar de fato a sua dignidade e que juntos sejamos construtores da cultura da Paz”, finaliza dom Guilherme”.

Setor de Imprensa da CNBB e

+Guilherme Antonio Werlang Werlang

SALVEMOS O CASAMENTO CATÓLICO!

Bom dia minha amiga e meu amigo.

SALVEMOS O CASAMENTO CATÓLICO!

CASAMENTO VISTO A PARTIR DAS LENTES DE UM FOTÓGRAFO OU DE UM JORNALISTA SOCIAL.

Vi nas notícias do “G1” as fotos e reportagem de cobertura do casamento RELIGIOSO CATÓLICO do cantor sertanejo Matheus, que faz dupla com Kauan. Ele se casou com a modelo Paula Aires na noite de terça-feira, 06/03/18, na Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé, no Centro do Rio de Janeiro.

Na verdade os dois já estão juntos, quer dizer, VIVEM MARITALMENTE há seis anos e são pais do Davi, que fez vezes de pajem e levou as alianças aos noivos.

Chamou-me atenção especial que, ANALISANDO AS FOTOGRAFIAS, dá para perceber, certamente não por culpa dos fotógrafos porque devem ter centenas de outras fotos, mas dos jornalistas sociais Giulianna Campos e Rafael Godinho que escolheram as fotos para a reportagem, ONDE ESTÁ O CENTRO DOS VALORES DO CASAMENTO CATÓLICO NA VISÃO DE JORNALISTAS E FOTÓGRAFOS.

Não há na página do G1 NENHUMA FOTO da LITURGIA SACRAMENTAL, mas apenas dos recheios, adereços, ornamentações, do luxo ou beleza artística das paredes e altares da Antiga Sé do Rio de Janeiro, com justiça devendo dizer que ela é fruto de uma época do Brasil Império ou algo assim.

A reportagem em si destaca em um texto longo, todos os detalhes e o luxo e talvez a luxúria do VESTIDO DA NOIVA, dos “padrinhos” famosos e certamente com POUCA OU NENHUMA VIVÊNCIA CATÓLICA e que na verdade na linguagem oficial da Igreja são “testemunhas” oficiais do Ato Público para em qualquer dúvida poderem provar que aquele casamento aconteceu. Ainda se destaca a lua de mel, que já teve uma pré e terá outra em janeiro próximo, da história do “NAMORO”, que na verdade, já foi uma vida real dos dois, vida de casamento, inclusive com filhos.

Sem querer ser saudosista, devo dizer que NÃO VI NENHUM GESTO DE CASAMENTO RELIGIOSO CATÓLICO naquilo que foi publicado. Não digo que não tenha havido casamento e nem que o que foi publicado, seja o que o casal pensa do casamento. Digo que tentando olhar o casamento a partir das lentes dos fotógrafos ou ainda mais especificamente , olhar com os olhos dos jornalistas responsáveis pela matéria publicada, o casamento assim, já não passa de um ato MERAMENTE SOCIAL, embora realizado dentro do templo de uma igreja católica.

Engana-se quem pensa que isto tudo foi assim porque o casal era Matheus, cantor sertanejo, e Paula Aires, modelo famosa. NADA DISSO! Se os bispos e Padres deixassem correr solto, aqui em nossas cidadezinhas do interior ou mesmo nas capitais e metrópoles, isso seria ainda mais exagerado, extravagante e com destaque ao que é totalmente periférico e supérfluo.

Há muitos problemas nisso. Primeiro é porque o casamento é bom e “eterno” enquanto dura, mas que pode ser desfeito a qualquer dia e motivo, até mesmo os mais banais. Espírito de sacrifício e renúncia, amor, perdão e vida de oração e vivência comunitária do sentir-se Igreja já foi embora na vida de mais de 80% dos poucos que ainda se casam em cerimônia religiosa católica;

Segundo, é porque a palavra e os palpites furados de músicos, donos de salão de beleza e casas de “enfeitar” e arrumar as noivas, e os donos de empresas de festas e “cerimoniais, MAS DE TODOS ESSES NEM 10% ENTENDEM ALGO DE RELIGIÃO E NORMALMENTE NEM FREQUENTAM IGREJA ALGUMA, VALEM MUITO MAIS QUE A PALAVRA DO PADRE, DO BISPO, DO DIÁCONO E DA PASTORAL FAMILIAR E EQUIPE DE LITURGIA DA PARÓQUIA;

Por terceiro destaco que me impressiona sempre que os “cerimoniais” que organizam as procissões ou DESFILES de entrada e o desenrolar da cerimônia, MANDAM MAIS no casamento que a Equipe de Liturgia, o diácono ou o Padre. Todos têm que OBEDECER aos “cerimoniais” contratados e MUITO BEM PAGOS. Com todo respeito, mas até evangélicos, QUE NÃO ENTENDEM PATAVINA de Igreja e liturgia católica, MANDAM EM CASAMENTOS CATÓLICOS por meio de suas EMPRESAS LUCRATIVAS.

Em quarto lugar ainda podemos dizer que os “sonhos” da noiva não parte na maioria das vezes da fé, mas do vestido de noiva e do noivo que se submete passivamente aos caprichos alheios.

SE CASAMENTO RELIGIOSO CATÓLICO FOSSE O QUE VI NA REPORTAGEM, DEVERIA DIZER, “POBRE CASAMENTO”! Vestidos, ternos, luxos, fotografias, filmagens, … não sustém um casamento e não têm força para vencer as “alegrias e tristezas, na saúde e na doença, por todos os dias da vida”.

SALVEMOS O CASAMENTO SACRAMENTAL CATÓLICO, SE AINDA HÁ TEMPO!

+ Guilherme Antonio Werlang Werlang

COMEÇO DE DIA! EU AMO A DEUS ACIMA DE TUDO?

Bom dia mina amiga e meu amigo.

COMEÇO DE DIA!

EU AMO A DEUS ACIMA DE TUDO?

DE VERDADE?

OLHEMOS PARA O MEU > SEU< TEMPO.

Eu ainda era bem jovem quando conheci o Movimento de Cursilho de Cristandade da Igreja católica. Eles cunharam uma frase que dizia: “TEMPO É UMA QUESTÃO DE PREFERÊNCIA”.

Hoje eu gostaria tomar a liberdade de, sem desdizer a verdade inconteste acima, afirmar que, “TEMPO É UMA QUESTÃO DE AMOR E DE AMAR”.

Observo muitas pessoas que se amam de verdade e por mais corrida que seja sua vida, em sua agenda do dia, à primeira vista parece impossível caber mais um compromisso, mas “puxa um tempinho para cá, estica ou empurra outro para lá, e SEMPRE CONSEGUE ARRUMAR MAIS UM TEMPINHO PARA DAR UMA ATENÇÃO PARA QUEM É IMPORTANTE NA VIDA DA GENTE, PARA AS PESSOAS QUE AMAMOS.

Sempre se acha um jeito, nem que seja um Alô por telefone, por WhatsApp, ou outro meio. As distâncias nunca impedem de que se tome um TEMPO PARA QUEM AMAMOS, porque TEMPO é uma questão de preferência, mas mais ainda, DE AMOR. Quando alguém está “apaixonado”, até um lugares proibidos de usar celular, rouba um tempinho para mandar uma mensagem, um recadinho, um “eu te amo”.

Volte agora a reler, BEM DEVAGAR, as 4 colocações iniciais desta reflexão de hoje. Foi minha intenção, me examinar e ver qual a VERDADEIRA IMPORTÂNCIA QUE DEUS TEM EM MINHA VIDA, QUANTO AMOR TENHO PARA DEUS. QUERIA VER NOVAMENTE SE NÃO ESTOU MENTINDO PARA MIM MESMO QUANDO DIGO QUE AMO A DEUS SOBRE TODAS AS COISA, ACIMA DE TUDO, ASSIM COMO NOS ENSINA O 1º MANDAMENTO DA LEI DE DEUS.

Se levantei e, depois da higiene matinal, já corri para para a cozinha, para o trabalho, ou sei lá para onde, MAS SEM DAR UM TEMPINHO PARA UM BOM DIA PARA DEUS, para uma pequena Oração da Manhã, SERÁ QUE DE FATO DEUS OCUPA O PRIMEIRO LUGAR EM MINHA VIDA???

COMO NOSSA VIDA MUDARIA PARA MELHOR SE O PRIMEIRO E O ÚLTIMO ATO DO DIA FOSSE PARA DEUS.

Quem será mais importante para mim e para você: o celular ou Deus? Já pensou se eu “clicasse” com a mente e o coração em Deus, 10% da quantia das vezes que “clico” no celular, no computador, e nos meus trabalhos? SERÁ QUE NÃO NÃO NOS TORNARÍAMOS UMA PESSOA BEM MELHOR QUE SOMOS?

É claro que o leigo e a leiga, devido aos cuidados próprios da família e da profissão, não dispõem o mesmo tempo para orações longas e em várias horas do dia, como aqueles e aquelas QUE CONSAGRAM SUA VIDA A DEUS. Ao menos é isso que seria a lógica, mas devo reconhecer que muitos leigos e leigas PASSAM VERGONHA em nós, Clero e Vida Religiosa Consagrada porque rezam muito mais que muitos de nós. Mas também é verdade que há MUITOS outros leigos e leigas que, somando todas as orações de um mês inteiro, não chega a 5 ou 10 minutos.

Algum tempo MAIOR para estar com Deus, para dar-lhe ATENÇÃO e EXCLUSIVIDADE é necessário para todos e todas, tão importante quanto isso, são OS PEQUENOS E RÁPIDOS MOMENTINHOS DE TEMPO QUE PODEMOS TIRAR DURANTE O TRABALHO, REFEIÇÕES, DESCANSO PARA DAR UMA PEQUENA “CLICADA”, PARA DAR UM PEQUENO ALÔ, PARA ENVIAR UM PEQUENO “ZAPP” A DEUS.

Há uma canção que nem sei se é a letra ou a música que são mais bonitas ou se é daquelas canções NOTA 10 que ficaram perfeitas na combinação “letra e arranjo musical”, claro, do Padre Zezinho, que diz:

AMAR E REZAR!

“Se eu soubesse achar um tempo a cada hora
um minuto, dois ou três pro meu Senhor.
Se eu gostasse de ouvir-te e falar-te, ó meu Deus,
Eu seria melhor do que sou!

Pedir como quem sabe que tu podes!
orar como quem sabe que tu ouves nossa voz!
que alguém se interessa por nós
este alguém tem poder
quem te ama te arranja um momento”.

Claro que há muitas formas de “medir” meu amor a Deus. MAS, SE MEU AMOR A DEUS SE MEDIR PELO TEMPO DIÁRIO QUE A ELE DEDICO, COMO “ESTOU NA FITA”?

+ Guilherme Antonio Werlang Werlang

“PARA QUE TODOS TENHAM VIDA”.

Bom dia minha amiga e meu amigo.

“PARA QUE TODOS TENHAM VIDA”.

Quando em 1999 o Papa João Paulo II, agora já reconhecido como santo da Igreja, me nomeou bispo diocesano de Ipameri, GO, eu quis que uma Palavra de Jesus fosse o referencial de todo meu MINISTÉRIO de Pastor.

Muitas DECISÕES teriam que ser tomadas a partir daquela hora, a cada dia. PARA QUE LADO PENDER? QUE LADO DEFENDER? ONDE EU PODERIA ME BASEAR PARA TER CERTEZA QUE AS DECISÕES SERIAM DE ACORDO COM A VONTADE DE DEUS? COMO NUNCA ME DEIXAR INFLUENCIAR POR INTERESSES DE GRUPOS DE DIREITA OU DE ESQUERDA, DE PARTIDOS POLÍTICOS OU IDEOLOGIAS?

Muitas outras preocupações passavam em minha mente e em meu coração. Eu deveria ter um referencial, um ponto de partida e algo que me fosse orientador e me indicasse a direção, o rumo.

Eu sabia que minha vida iria ser “devassada” para saber se eu era da Direita ou da Esquerda, seja no campo político, seja nas tendências internas da Igreja. A QUE GRUPO DE BISPOS EU IRIA PERTENCER OU SER CLASSIFICADO? Eu iria ser do grupo PROGRESSISTA ou CONSERVADOR? Muitas dessas perguntas me foram feitas diretamente pelas pessoas, leigas, religiosas/os ou padres.

Lembro que respondi para alguns que no mesmo dia eu poderia ser reconhecido de direita e de esquerda, sempre dependendo das posições que iria defender. E exemplifiquei: Se de manhã eu for perguntado se sou a favor ou contra o aborto e eu responder que sou contra o aborto, mesmo quando a gestante corre risco de vida, EU SERIA CLASSIFICADO COMO CONSERVADOR E DA “DIREITONA”. Se no mesmo dia, de tarde, ou até algum minuto depois for perguntado se sou a favor da Reforma Agrária no Brasil e se faço a Evangélica e preferencial OPÇÃO PELOS POBRES, na mesma hora seria classificado DE COMUNISTA, DE ESQUERDA E DA “ALA PROGRESSISTA DA IGREJA”, quando não também já como se fosse defensor de um determinado Partido Político.

Como eu já tinha escolhido como Lema para meu Ministério de Missionário da Sagrada Família e Padre, a resposta de Isaías a Deus: “EIS ME AQUI, ENVIA-ME”! (Is. 6,8), agora, sem deixar aquela inspiração e iluminação bíblica a SEMPRE ESTAR PRONTO PARA IR ONDE DEUS, POR MEIO DE MINHA CONGREGAÇÃO RELIGIOSA OU A IGREJA PRECISASSE, eu precisaria mais SEGURANÇA que me dessem a garantia de estar tomando as DECISÕES segundo a VONTADE DE JESUS CRISTO, que estava me chamando para esta nova missão.

Escolhi então que minha BÚSSOLA, ou o PÊNDULO A INDICAR O LADO A TOMAR NAS DECISÕES seria a própria Palavra de Jesus, O BOM PASTOR, que deu a razão de seu ENVIO pelo Pai até nós: “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10).

Tive certeza, dentro de mim, que se o Bispo Diocesano é o PASTOR SERVIDOR de uma Igreja Particular, denominada pelos católicos com o nome DIOCESE, ESTA DEVERIA SER ENTÃO MINHA MARCA, MEU REFERENCIAL E QUEM DEFINIRIA EM TODAS AS CIRCUNSTÂNCIAS DE QUEM TOMARIA A DEFESA E OPÇÃO DO LADO A FICAR.

Assim, por saber que TODO Bispo é Pastor EM Jesus Cristo Bom Pastor, resumi o texto de Jesus acima dito e assumi como meu Lema Episcopal: “PARA QUE TODOS TENHAM VIDA” Jo 10,10).

Tenho consciência que devido meus limites humanos, nem sempre consegui ser 100% fiel no seguimento desse lema, mas tentei me esforçar para deixar transparecer que a Igreja e seus Bispos ou Clero em Geral, não assumem cores políticas partidárias e nem podem injustamente serem classificados como PROGRESSISTAS OU CONSERVADORES, de DIREITA ou de ESQUERDA, mas reconhecidos como FIÉIS DISCÍPULOS DO MESTRE E BOM PASTOR, JESUS DE NAZARÉ, DA GALILÉIA E DAS PERIFERIAS SOCIAIS.

Seguirei para a nova missão, mas com este mesmo LEMA orientador. “Para que TODOS tenham vida”.

+ Guilherme Antonio Werlang Werlang

“TIRAI ISSO DAQUI! NÃO FAÇAIS DA CASA DE MEU PAI UMA CASA DE COMÉRCIO” (Jo.2,16)

Bom dia minha amiga e meu amigo.

“TIRAI ISSO DAQUI! NÃO FAÇAIS DA CASA DE MEU PAI UMA CASA DE COMÉRCIO” (Jo.2,16)

Estamos no 3º domingo da Quaresma e da Campanha da Fraternidade e somos chamados a viver a Fraternidade SUPERANDO toda e qualquer forma de VIOLÊNCIA. É o próprio Jesus que nos lembra que nós “somos todos irmãos e irmãs” (Mt.23,8).

Deus, nosso Pai sente-se agredido e violentado de modo muito especial, sempre que algum de Seus filhos ou filhas é agredido ou violentado. E mais, sempre que “SUA CASA” é agredida, profanada, prostituída, violentada.

Os TEMPLOS físicos e construções das mãos humanas, isto é, MORADAS ou CASAS onde Deus quer morar, somente são reconhecidos como ESPAÇOS SAGRADOS = TEMPLOS, quando lá dentro não se arquitetam roubos, e VIOLÊNCIAS contra os FILHOS E FILHAS DELE, reconhecidos por Jesus MORADAS DO ALTÍSSIMO..

Jesus, ao expulsar os que transformaram o Templo de Jerusalém em CASA COMERCIAL e de EXPLORAÇÃO e ao derrubar as mesas do cambistas com seu dinheiro, quer nos ensinar que uma das maiores violências e profanações que podemos praticar contra o ser humano e que ofendem diretamente o coração de Deus, é quando MERCANTILIZAMOS A VIDA HUMANA.

Hoje em dia de modo especial isto acontece pelas NOVAS leis trabalhistas totalmente injustas que privilegiam o dinheiro, lucro das empresas ou de seus donos e o capital especulativo.

Acontecem ainda quando promovemos trabalhos escravos ou semelhante à escravidão, quando adotamos uma política econômica que tira um dos direitos mais sagrados do ser humano, que é o DIREITO AO TRABALHO, digno, honesto e de cujos frutos o trabalhador e sua família possam viver em segurança.

Esta mesma agressão e violência acontece sempre que TRANSFORMAMOS OS TEMPLOS (igrejas) EM CASAS COMERCIAIS, onde se vendem falsos milagres, falsas curas, falsas orações, ou quando os cartazes e “orações de dízimo” e as mesas de recolhimento de dízimos são mais visíveis e de maior destaque que a Palavra de Deus; quando em “celebrações religiosas” se recolhem sacos e malas de dinheiro, ao ponto de ter que transportá-lo aos bancos ou às casas dos pastores mercenários com esquemas de segurança, à semelhança dos bancos. Quando em nossos templos cristãos, os pastores e pastoras e sua matilha ou alcatéia, após cada culto, saem mais ricos e seus “fiéis” mais pobres porque lhes foi feita uma lavagem cerebral, fazendo-os acreditar que quanto mais “oferecem” de seus minguados salários, terão PROSPERIDADE e melhorarão sua condição de vida.

Toda violência, seja ela física, moral, psicológica ou de qualquer outra espécie que praticamos contra um ser humano, DESDE O VENTRE MATERNO ATÉ SUA MORTE NATURAL, é uma profanação e prática de violência contra o mais santo de todos os TEMPLO DE DEUS.

No caminhar quaresmal em preparação da Páscoa, possamos tomar sempre mais consciência das violências e profanações que praticamos e pela oração, jejum e esmola, isto é, justiça e caridade cristã, nos em empenhemos com todas as nossas forças por SUPERÁ-LAS, construindo assim um mundo de irmãos e irmãs.

+ Guilherme Antonio Werlang Werlang

DUAS EXPERIÊNCIAS QUE SEMPRE ESTÃO EM NOSSO CORAÇÃO E NOS ACOMPANHAM DO NASCIMENTO ATÉ A MORTE.

Bom dia minha amiga e meu amigo.

DUAS EXPERIÊNCIAS QUE SEMPRE ESTÃO EM NOSSO CORAÇÃO E NOS ACOMPANHAM DO NASCIMENTO ATÉ A MORTE.

Ontem, ao final do retiro do Clero de nossa Diocese de Ipameri e Itumbiara, em Goiânia, quando eu estava saindo da casa de retiros Mãe Dolorosa, chegando perto do portão que dá para a rua, veio à minha mente o sentimento, como num estalar de dedos: “Esta é minha ÚLTIMA vez que faço este caminho como bispo diocesano de Ipameri”. Foram 20 Retiros anuais com meus Padres, neste tempo de imensas graças que o Bom, Bondoso e Misericordioso Deus me concedeu, realizados em Hidrolândia e Mãe Dolorosa.

Dei-me conta que já há 7 semanas vivo constantemente esta experiência “DA ÚLTIMA VEZ”, enquanto Bispo de Ipameri, MAS IMEDIATAMENTE TAMBÉM ME LEMBREI QUE TODAS ESTAS EXPERIÊNCIAS VIVIDAS, PARTILHADAS, VENCIDAS, >BOAS OU DIFÍCEIS < todas tiveram uma “PRIMEIRA VEZ” e a maioria INÚMERAS VEZES REPETIDAS.

TUDO É GRAÇA, TUDO É DOM DE DEUS.

Como num estalar de dedos, minhas memórias viajaram para uma experiência doída em que estava “sozinho”, eu, uma brasíla branca, estrada de areia, cerrado, pasto com muito gado e DEUS, em janeiro de 1985, quando voltava da “ultima missa” na Comunidade Olaria da Fumaça, interior do interior da Paróquia São João Batista do Itajá, Goiás. Eu havia iniciado aquela Comunidade 3 anos antes, quando eles lembravam do último padre que tinha rezado uma missa na Ponte do Guilhermão, mais ou menos 40 quilômetros de lá e isto, há mais de 35 anos antes. Naquela época, senti como se aquilo fosse uma pequena experiência de morte, mas logo pensei que SEM VIVER A EXPERIÊNCIA DA “ULTIMA VEZ”, SERIA IMPOSSÍVEL VIVER O NOVO, O NASCER E O ABRIR-SE A NOVOS HORIZONTES, E AQUILO ME DEU CONFIANÇA E FORÇA.

Ontem revivi conscientemente este mesmo sentimento, esta mesma experiência.

A VIDA É VIDA PORQUE É MOVIMENTO, PORQUE É DINÂMICA, PORQUE É UM CONTÍNUO MORRER E NASCER, ATÉ O MORRER DEFINITIVO PARA ESTA TERRA E O NASCER EM PLENITUDE PARA A FINALIDADE COM QUE DEUS NOS CRIOU, A ETERNIDADE, O CÉU.

Quando se AMA as pessoas, os lugares e os trabalhos onde se vive, “toda última vez”, é um sentimento de dor, de despedida, de separação, . . ., de morte. E isto mexe na alma, na emoção e no coração, MAS SABE-SE QUE É NECESSÁRIO, para que o novo possa acontecer.

Assim também vem à memória “todas as primeiras vezes”, todos os caminhos e lugares até então desconhecidos, as pessoas e Comunidades novas e os relacionamentos novos, as novas experiências e desafios a serem enfrentados. Todo novo “dá um friozinho na barriga”, dá insegurança, medo, faz tremer o coração, gera incertezas, angústias e medos. Dá um “suar as mãos” e isto é um sentimento muito bom. Tem aquele sentimento, Como será? Serei acolhido?, Vai dar certo? O que me espera? Quais os problemas? Dificuldades? O que terá de bom, gostoso e bonito? Vai ser tão bom quanto o que deixo? E por aí vão mil interrogações e sentimentos e isto também é um sentimento muito bom. É adrenalina pura e esta adrenalina vem sempre carregada de VIDA NOVA.

Escrevo tudo isso, partilhando o que foi minha “ultima viagem de volta para casa” que AINDA é minha casa por alguns dias e depois será de outro, porque daqui não levo nada a não ser o AMOR VIVIDO. Partilhei estes sentimentos humanos e de fé porque porque sei que todos que realmente querem VIVER, passam mais ou menos vezes por tudo isso também.

VIDA INSTALADA, VIDA IMOVÍVEL, VIDA ESTAGNADA É COMO ÁGUA PARADA. DEIXA DE GERAR VIDA NOVA.

A vida é um eterno movimento de morrer para renascer. Temos que “morrer” para o ventre materno, tão gostoso e aconchegante, para nascer para esta vida, ainda MUITO MELHOR. E a partir daquele instante, este processo se repete a cada segundo, a cada hora, a cada ano, até a “ULTIMA MORTE” para o “ÚLTIMO E DEFINITIVO NASCIMENTO”, a ETERNIDADE EM DEUS.

+ Guilherme Antonio Werlang Werlang

O SILÊNCIO DA PAREDE E O SILÊNCIO DO SACRÁRIO SÃO DIFERENTES.

Bom dia meu amigo e minha amiga.

O SILÊNCIO DA PAREDE E O SILÊNCIO DO SACRÁRIO SÃO DIFERENTES.

Eu posso falar para uma parede, mas ela não pode me falar nada, ELA NÃO PODE ME RESPONDER porque é somente matéria. Se a parede pudesse me falar, seria apenas um silêncio vazio.

Eu posso falar ao sacrário (tabernáculo) e ele pode me falar, porque o sacrário somente é SACRÁRIO, quando não está vazio, mas quando seu “morador” está lá, quando seu “morador” está em “casa”.

Um sacrário vazio, isto é, sem Jesus Eucarístico na hóstia consagrada, seria APENAS um caixote vazio, embora pudesse ser até todo ornamentado em ouro, prata ou pedras preciosas.

Simples e pobre como a manjedoura da gruta de Belém, feito apenas de madeira e alguns paninhos, ou caríssimo em valor monetário, não é isso que dá o valor real do sacrário, mas sim, quem está lá. E com certeza, se Jesus pudesse escolher, se lhe pedíssemos e acatássemos sua preferência, ELE iria nos orientar a que fosse mais semelhante à sua primeira morada entre os homens, O ÍNTIMO DAS PESSOAS, como foi o sacrário do ventre materno de Maria. Em segundo lugar, seria tão despojado quanto aquela gruta e aquele coxinho de Belém.

Quando estou diante de um sacrário ou como muitos gostam de dizer, diante de um tabernáculo, muito enfeitado e rico em materiais dourados e artisticamente muito trabalhado, CORRO SÉRIOS RISCOS DE ME TORNAR EM ADORADOR DE “BEZERRO DE OURO”, como os israelitas aos pés do Monte Sinai.

NINGUÉM PODE FICAR EXTASIADO DIANTE DA BELEZA DO SACRÁRIO. SEU BRILHO NÃO PODE OFUSCAR A PRESENÇA REAL DE CRISTO EUCARÍSTICO.

Quem deve falar por primeiro quando estou diante da sacrário, não sou eu, mas Ele. Minha primeira atitude SEMPRE deve ser de SILÊNCIO e de OUVIR. Devo ser mais OUVINTE do que FALANTE, quando visito Jesus no sacrário.

Quando no segundo momento eu falo, Jesus torna-se meu OUVINTE e Ele SEMPRE me responde. O problema é que minhas vezes eu coloco as respostas que eu desejo OUVIR dele, em sua boca e saio de lá enganado, dizendo que ELE me falou isso ou aquilo.

O SILÊNCIO, ora meu, ora Dele, são fundamentais no ENCONTRO DO SACRÁRIO.

O SILÊNCIO DO SACRÁRIO É MAIS FALANTE DO QUE MIL PALAVRAS VERBALIZADAS, MESMO QUANDO NÃO ESCUTO COM MEU OUVIDO FÍSICO. O silêncio do sacrário, é um silêncio transbordante.

QUEM FALA no sacrário NUNCA pode ser o metal fundido que lá está, mas o “dono daquela casa”.

Aprender a silenciar diante do sacrário é mais importante que dizer palavras bonitas, mas com toda a humildade, também devo FALAR, sorrir, rir e chorar, PORQUE LÁ TEM UM MORADOR SEMPRE À ESPERA, SEMPRE OUVINTE E ESPONDENTE.

A gente nunca sai do mesmo jeito que a gente chega diante do sacrário. Sempre saio com alguma resposta, mesmo se não for aquele que eu queria confirmar ou ouvir, mas com aquela que eu precisava ouvir.

A ARTE DO SILÊNCIO PLENO É UMA DAS MAIORES RIQUEZAS DO SER HUMANO.

+ Guilherme Antonio Werlang Werlang