25ª Romaria da Terra e das Águas acontecerá na Diocese de Lages

Durante a 51ª Assembleia Regional de Pastoral do Regional Sul 4 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), foi anunciada a Diocese de Lages como sede da 25ª Romaria da Terra e das Águas do estado de Santa Catarina. O anúncio foi feito pelo bispo de Tubarão e presidente do Regional Sul 4 da CNBB, dom João Francisco Salm e pelo bispo de Lages, dom Guilherme Antônio Werlang, na manhã do último sábado, 25 de agosto.

A Romaria da Terra e das Águas de Santa Catarina chega, em 2019, à sua 25ª edição, trazendo um grande legado. Várias temáticas aprofundadas ajudaram na mobilização e conscientização de milhares de romeiros e romeiras que já participaram do evento, sobretudo no cuidado com a casa comum. A última edição reuniu cerca de 10 mil romeiros e romeiras, no dia dez de setembro de 2017, no município de Pescaria Brava (SC), Diocese de Tubarão.

É a quinta vez que a Diocese de Lages sediará a Romaria da Terra e das Águas. O município de Otacílio Costa (SC) sediou a sexta edição do evento no ano de 1991, reunindo 45 mil participantes; Curitibanos (SC) recebeu a 13ª Romaria no ano de 1998, com cerca de 25 mil participantes; a 15ª edição foi realizada em Salto Caveiras (SC), no ano 2000, com aproximadamente 20 mil pessoas e a última, a 20ª edição, realizada no ano de 2007, no município de Correia Pinto (SC), com a presença de 6 mil romeiros e romeiras.

A Diocese de Lages ainda não divulgou a cidade que irá acolher o evento que, em 2019, acontecerá no dia 15 de setembro. Tradicionalmente a Romaria da Terra e das Águas em Santa Catarina é realizada no mês de setembro, nas proximidades da festa da Exaltação da Santa Cruz.

Hoje é a Solenidade de São José

Faremos uma pausa na Penitência Quaresmal para celebrar o amável esposo de Maria e pai adotivo de José.
O glorioso São José é o homem da confiança de Deus.
Deus confiou a ele Seus maiores tesouros: Nossa Senhora e o Menino Jesus.
Façamos hoje a nossa homenagem a São José.
Peçamos a ele a graça de cumprir fielmente a vontade de Deus e de alcançar a graça de uma boa morte na hora que Deus nos chamar para a viagem final.
Salve, São José!

Mensagem de Dom Nelson Pelo Dia do Professor

“Desejei e me foi dado o bom senso; supliquei, e veio a mim o espírito da sabedoria.
A sabedoria é um tesouro inesgotável para a humanidade: os que a adquirem estão preparados para a amizade com Deus, porque recomendados pelos dons da instrução” (cf. Sb 7, 7.14).

Queridos Professores! Queridas Professoras!

Tenho a imensa alegria de dirigir-me a Vocês por ocasião do Dia do Professor e da Professora.
A cada ano que passa, a gente sente o desafio da educação aumentar em todos os sentidos. Não poucas vezes é notável que outras realidades tornaram-se prioridade na vida das crianças, adolescentes e jovens. Isso exige que os profissionais do ensino estejam muito atentos e preparados para acompanhar seus alunos e ensinar com sabedoria nos dias atuais.
Os mais nobres e verdadeiros valores humanos passam também pelo banco da escola, tendo como grande responsável e líder o Professor, a Professora.
A gente pode medir a cultura e a grandeza de um país pelo seu nível de educação. Nesse quesito, a gente olha com certa tristeza para o nosso País ao presenciar diariamente cenas de total desamor ao patrimônio público e de desrespeito ao próximo.
Por outro lado, nossa esperança se renova ao verificar que os Professores e Professoras estão firmes e não desanimam. Amam o que fazem, apesar de todos os percalços e obstáculos. Podemos imaginar o tremendo esforço de um Professor, de uma Professora para garantir que seus alunos aprendam não somente as lições do livro, do quadro negro, ou se quiserem, através de um “clic” em seus tabletes…, mas, sobretudo, o que o bom Professor, a boa Professora deseja mesmo é incutir em seus educandos o senso da convivência saudável, do respeito ao próximo, da ética, da honestidade, da partilha, da cidadania e do amor à Pátria.
Nesse contexto, gostaria de convidar todos os Professores e Professoras:
 a acreditarem e a terem esperança na educação que ministram;
 a terem verdadeira paixão pelo ministério que exercem;
 a serem testemunhas da verdade, do amor, da justiça e da paz diante de seus alunos e alunas;
 a serem ponto de referência cristã, não só na sala de aula, mas também na comunidade social e eclesial à qual pertencem;
 mais do que só conhecimentos, ofereçam a seus alunos/as um modelo de educação que brote de sua vivência pessoal;
 tomem sempre mais consciência da força transformadora que a educação cristã possui…
Que as inúmeras dificuldades do dia-a-dia, não sejam jamais motivo de desânimo, pelo contrário, motivem-se ainda mais para, a cada dia de novo, prosseguir com fé e coragem, certos de que “quem ensina o caminho do bem e da verdade brilhará como estrela no firmamento da eternidade” (Dn 12, 3).
Deus, nosso Pai, a Sabedoria Eterna, conduza seus passos, iluminando sua vida através do Espírito Santo para que, seguindo as pegadas do Mestre por excelência, Jesus Cristo, Vocês continuem a ser protagonistas da paz e da construção da civilização do amor, sobretudo, na escola onde Vocês exercem sua linda vocação de mestre do saber e da cultura.
Recebam, queridos Professores e queridas Professoras, neste seu dia, meu mais sincero reconhecimento e parabéns. Contem com minha solidariedade e orações.
Um abraço amigos a todos e a todas, bem como minha especial bênção extensiva a seus queridos familiares.

Dom Nelson Westrupp, scj
Administrador Apostólico de Lages

Amemos nossa Igreja

                  A Solenidade dos Apóstolos Pedro e Paulo, duas colunas da única e mesma Igreja, oferece ocasião especial para renovarmos nossa adesão incondicional a Cristo e a Seu Vigário visível na terra.

Celebrar São Pedro e São Paulo significa celebrar o mistério da Igreja, fundada sobre seu ministério e ensinamento, plantada e regada no sangue de ambos, um pela cruz e outro pela espada. Diferentes nos dons e na missão, completam-se na mesma edificação da Igreja de Cristo.

A fidelidade de Pedro e Paulo à Igreja de Cristo custou-lhes o martírio. Deram sua vida porque amaram até às últimas consequências. Aprenderam a amar e a dar a vida na escola de Jesus.

Cristo amou a Igreja e por ela se entregou. Foi do Lado transpassado de Cristo que a Igreja foi formada. E eu, amo a Igreja, sendo capaz de dar minha vida por ela? Com bastante frequência lemos e ouvimos críticas as mais paradoxais sobre a Igreja, advindas, muitas vezes, “de dentro” da própria Igreja e “de fora”. Alguns chegam a dizer: “Cristo sim, a Igreja não!” Quando as incriminações são proferidas por aqueles que não têm fé, por aqueles que não têm temor de Deus ou não acreditam nem aceitam a “missão transcendente” da Igreja, parece até compreensível… Quando, porém, o dedo incriminador contra a sua mãe é apontado pelos seus próprios filhos e filhas, causa perplexidade e dor. Com muita facilidade e superficialidade se diz e se afirma que “a Igreja erra nisto, erra naquilo; a Igreja deveria liberar isto, permitir aquilo…”, como se ela estivesse acima da Lei divina.

Quando o assunto é “comportamento moral”, então, a reação de certa mentalidade laicista reinante é frontal contra a Igreja e seus ensinamentos. Haja vista certas manifestações desrespeitosas e injuriosas ultrajando a dignidade humana e valores religiosos. Prefere-se endeusar o relativismo porque fica mais fácil justificar o uso puramente subjetivo da própria liberdade. Com isso, a busca sincera da verdade que liberta fica cada vez mais distante da verdade objetiva.

Assim sendo, não é de estranhar que a Igreja continua a ser “a pedra rejeitada pelos construtores da moderna civilização secular”. A luta entre o bem e o mal, das trevas contra a luz, é mais que evidente. Quem não ama a Igreja, não ama a Cristo, ou como dizia São Cipriano: “Não pode ter Deus por Pai quem não tem a Igreja por mãe”. E ter a Igreja por mãe, não significa só ter sido batizado uma vez na Igreja, mas ademais estimá-la, respeitá-la, amá-la como mãe, sentir-se solidário com ela no bem e no mal.

Mas então, e as misérias, as fraquezas, os escândalos, as incoerências, os pecados da Igreja? A Igreja teria menos uma ruga se eu tivesse cometido menos um pecado… Cristo amou e deu a vida pela Igreja real, não pela igreja imaginária e ideal. Ele morreu justamente para torná-la santa e sem ruga. Cristo amou a Igreja não somente por aquilo que ela é, mas também por aquilo que ela seria: “como noiva enfeitada para o seu esposo” (Ap 21, 2).

Ninguém é obrigado a ser feliz, a ser cristão, a pertencer à Igreja de Cristo. Mas vale a pena ser cristão autêntico para ser feliz. Mais do que nunca amemos a Igreja. Ela conta com o amor fiel e perseverante de seus filhos e filhas.

 

Dom Nelson Westrupp, scj
Administrador Apostólico de Lages

 

Maria, rosto materno do Pai

Por Dom Nelson Westrupp, scj
Administrador Apostólico de Lages

Ao longo do mês de maio, queremos contemplar em Maria “o rosto materno do Pai”, o rosto deste Pai que também é Mãe, ou como dizia o Papa João Paulo I: “Deus é mais Mãe do que Pai”, pois o conceito de mãe exprime melhor a sua ternura e o seu carinho para com a humanidade.
Na Sagrada Escritura, Deus é comparado com a mãe que consola (Is 66, 13), com a mãe incapaz de esquecer o filho de suas entranhas (Is 49, 15; Sl 25, 6; 116, 5). E Jesus se compara à mãe que quer reunir os filhos sob sua proteção (Lc 13, 34).
No fim dos tempos, Deus terá o carinhoso gesto da mais terna e bondosa das mães, enxugando as lágrimas dos nossos olhos, cansados de tanto chorar (Ap 21, 4).
Assim sendo, Deus pode ser experimentado e invocado como meu  Pai e minha Mãe, como nosso Pai e nossa Mãe…
E, certamente, nenhum outro ser humano pode refletir e retratar melhor esse rosto maternal de Deus do que Maria, a mais pura e a mais santa de todas as mulheres.
Concebida sem pecado original, Maria Imaculada e cooperadora na obra da redenção, foi sempre para a humanidade, a revelação da face bondosa e misericordiosa de Deus.
Ao dizer sim ao anjo, ao dizer “faça-se em mim segundo a tua palavra”, Maria Santíssima torna-se  o instrumento visível de Deus que é Amor. Empresta-lhe de sua carne e de seu sangue, para que o Filho de Deus se torne um de nós.
Com ela, o rosto amoroso e carinhoso de Deus chega a cada um de nós, trazendo luz e salvação.
Maria é a pessoa que mais experimentou a misericórdia, a bondade e o amor do Pai e, ao  mesmo tempo, e de modo admirável, tornou possível com o sacrifício do coração a própria participação na revelação dos atributos divinos…
De fato, o Filho de Deus se fez homem para ser imagem encarnada e visível do Pai e dos seus atributos, mormente do seu amor, bondade, ternura, misericórdia…, atributos tipicamente maternos.
Jesus retrata em Si mesmo a face misericordiosa e amorosa do Pai. “Quem me vê, vê o Pai” (Jo 14, 9). Quem vê Jesus, vê o Pai. Quem vê Jesus, vê Maria. Quem vê Maria, vê Jesus que vê o pai! Depois de Jesus, ninguém melhor do que a Sua Mãe retrata a imagem visível, o rosto de Deus…
Contemplando o rosto amoroso e misericordioso do Pai, revelado por Cristo, por ele que é imagem experimentável do Pai, facilmente chegamos a descobrir em Maria, Mãe de Jesus,  o rosto materno do Pai que está no céu…
Maria, no dizer de São Bernardo, é o “caminho real”  pelo qual Deus veio até nós e pelo qual nós podemos agora ir até Ele. Assim, o título “Mãe de Deus”  não só nos fala de Deus, mas nos revela também o verdadeiro rosto de Deus Pai, Filho e Espírito Santo.
Deus é o primeiro devoto de Maria.  Pois Ela é uma maravilha, não por aquilo que Ela fez ou conseguiu, mas pelo que Deus realizou nela: Seu retrato mais perfeito.
Se realmente acreditamos que Cristo está dentro de nós e no meio de nós, então, a exemplo de Maria, seremos os portadores e testemunhas vivas de Jesus, seremos o “rosto filial” do Pai, porque irmãos e irmãs Daquele que é o rosto autêntico do Pai e Filho querido de Maria, nossa Mãe.

Nossa Senhora, Mãe das Vocações

Por Álvaro Emanoel da Silva
4ª ano de Teologia

Maio é um mês dedicado à elas: as mães, as noivas, a Senhora. Um tempo especial para olharmos com carinho para a ternura e a bondade no coração de cada mulher. Ainda mais neste ano mariano em que comemoramos os 300 anos da aparição da imagem Nossa Senhora nas águas do rio Paraíba. Maria vem a nós como mãe e padroeira do Brasil. Guarda e defende o povo brasileiro. Ama e caminha com os vocacionados e vocacionadas. Cuida e defende a vida.
Maria, mãe de Jesus e nossa mãe é Senhora pelo seu amor. Aquela que foi escolhida, não por suas riquezas, mas por causa do seu coração, quer abençoar e proteger todas as pessoas que recorrem a ela. Maria participa da vida de Jesus em seu mistério pascal. Através de Jesus, o Sim de Maria se perpetua na história. Do mesmo modo, o sim de cada batizado, renova e atualiza a vontade de Deus no meio do povo. É o sim que muitos deram ao chamado de Deus. Hoje são padres, religiosos e religiosas, lideranças leigas, missionários e missionárias. Maria é modelo para todas as vocações, pois ensina a perseverar e caminhar com Jesus até mesmo no momento da cruz. Ela se alegra com o Cristo ressuscitado e acompanha a Igreja desde Pentecostes até os dias de hoje.
Na garra e na força de Maria encontramos a vida de muitas de nossas mães. O dia das mães é todo dia! Isso por que todo dia nossa mãe está sempre pronta para nos ajudar, consolar, defender e orientar. Cuida com carinho até mesmo daquele filho que errou. Chora com a dor dos filhos e se orgulha quando faz algo de bom. Mãe é mãe! Seja do advogado ou do presidiário, do pedreiro ou do agricultor, do empresário ou do empregado… É mãe!!! Ser mãe também é uma vocação, pois gera e cuida da vida. Protege a ama seu filho. Mãe de nascimento, mãe Maria ou Mãe Igreja. Todas elas expressam a ternura e o amor de Deus para com o ser humano. É a mãe de nascimento que nos gera para a vida desse mundo, nos coloca na história. A mãe Maria gera para o mundo seu filho Jesus dando assim mais vida para a humanidade decaida no pecado e redimida por sua morte e ressurreição. E a mãe Igreja nos gera em Cristo pelo batismo para sermos testemunhas de uma vida nova para o mundo, levando a todos a mensagem de Cristo. Mãe, Mulher, força. Palavras importantes sem as quais a humanidade se perderia na falta de ternura e afeto, na falta de coragem e determinação.
É nesse mês de maio que muitos casais escolhem para se unirem nos laços do sagrado matrimônio. Cheios de pompas e grandezas são os casamentos de hoje. Cheios de amor de mãe, carinho de pai, e benção de Nossa Senhora devem ser as famílias de amanhã. O chamado mês das noivas também nos chama atenção para a vocação à vida familiar. É na família que a fé se fortalece. Nela aprendemos a amar e ser alguém. A família é tão importante que Deus quis vir a este mundo no seio de uma família. É no ambiente de nossa casa que formamos a Igreja doméstica, sinal e presença do ressuscitado na vida de tantas pessoas. Família que reza unida, permanece unida. Essa máxima deve orientar toda a nossa vocação cristã. De santas famílias brotam santos sacerdotes, boas lideranças para as comunidades, enfim, santas vocações. Pessoas dispostas a anunciar o Evangelho a todas as nações. Peçamos a Maria, companheira de caminhada, que caminhe e guarde com seu manto, todas as famílias de nossa diocese e do nosso Brasil.
Por fim, peçamos a Maria, que envie cada vez mais homens e mulheres dispostos a trabalhar pelo Reino de Deus. Que Nossa SenhoraAparecida. Tão amada e venerada pelo povo serrano, seja mãe e modelo para todos nós. Abençoe cada família. Abençoe os casais que neste mês irão se unir em matrimônio. Abençoe e dê força às mães, principalmente aquelas que sofrem com as dores de seus filhos e filhas. Caminhe e guarde todos os vocacionados e vocacionadas de nossa diocese. Amém.