O SILÊNCIO DA PAREDE E O SILÊNCIO DO SACRÁRIO SÃO DIFERENTES.

Bom dia meu amigo e minha amiga.

O SILÊNCIO DA PAREDE E O SILÊNCIO DO SACRÁRIO SÃO DIFERENTES.

Eu posso falar para uma parede, mas ela não pode me falar nada, ELA NÃO PODE ME RESPONDER porque é somente matéria. Se a parede pudesse me falar, seria apenas um silêncio vazio.

Eu posso falar ao sacrário (tabernáculo) e ele pode me falar, porque o sacrário somente é SACRÁRIO, quando não está vazio, mas quando seu “morador” está lá, quando seu “morador” está em “casa”.

Um sacrário vazio, isto é, sem Jesus Eucarístico na hóstia consagrada, seria APENAS um caixote vazio, embora pudesse ser até todo ornamentado em ouro, prata ou pedras preciosas.

Simples e pobre como a manjedoura da gruta de Belém, feito apenas de madeira e alguns paninhos, ou caríssimo em valor monetário, não é isso que dá o valor real do sacrário, mas sim, quem está lá. E com certeza, se Jesus pudesse escolher, se lhe pedíssemos e acatássemos sua preferência, ELE iria nos orientar a que fosse mais semelhante à sua primeira morada entre os homens, O ÍNTIMO DAS PESSOAS, como foi o sacrário do ventre materno de Maria. Em segundo lugar, seria tão despojado quanto aquela gruta e aquele coxinho de Belém.

Quando estou diante de um sacrário ou como muitos gostam de dizer, diante de um tabernáculo, muito enfeitado e rico em materiais dourados e artisticamente muito trabalhado, CORRO SÉRIOS RISCOS DE ME TORNAR EM ADORADOR DE “BEZERRO DE OURO”, como os israelitas aos pés do Monte Sinai.

NINGUÉM PODE FICAR EXTASIADO DIANTE DA BELEZA DO SACRÁRIO. SEU BRILHO NÃO PODE OFUSCAR A PRESENÇA REAL DE CRISTO EUCARÍSTICO.

Quem deve falar por primeiro quando estou diante da sacrário, não sou eu, mas Ele. Minha primeira atitude SEMPRE deve ser de SILÊNCIO e de OUVIR. Devo ser mais OUVINTE do que FALANTE, quando visito Jesus no sacrário.

Quando no segundo momento eu falo, Jesus torna-se meu OUVINTE e Ele SEMPRE me responde. O problema é que minhas vezes eu coloco as respostas que eu desejo OUVIR dele, em sua boca e saio de lá enganado, dizendo que ELE me falou isso ou aquilo.

O SILÊNCIO, ora meu, ora Dele, são fundamentais no ENCONTRO DO SACRÁRIO.

O SILÊNCIO DO SACRÁRIO É MAIS FALANTE DO QUE MIL PALAVRAS VERBALIZADAS, MESMO QUANDO NÃO ESCUTO COM MEU OUVIDO FÍSICO. O silêncio do sacrário, é um silêncio transbordante.

QUEM FALA no sacrário NUNCA pode ser o metal fundido que lá está, mas o “dono daquela casa”.

Aprender a silenciar diante do sacrário é mais importante que dizer palavras bonitas, mas com toda a humildade, também devo FALAR, sorrir, rir e chorar, PORQUE LÁ TEM UM MORADOR SEMPRE À ESPERA, SEMPRE OUVINTE E ESPONDENTE.

A gente nunca sai do mesmo jeito que a gente chega diante do sacrário. Sempre saio com alguma resposta, mesmo se não for aquele que eu queria confirmar ou ouvir, mas com aquela que eu precisava ouvir.

A ARTE DO SILÊNCIO PLENO É UMA DAS MAIORES RIQUEZAS DO SER HUMANO.

+ Guilherme Antonio Werlang Werlang

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