QUEM VEM A MIM, ENCONTRA “PORTA ABERTA”, ALEGRIA, SORRISO, ACOLHIMENTO, OU CARA FECHADA, MAU HUMOR E “PORTA FECHADA?

Bom dia minha irmão e meu irmão.

QUEM VEM A MIM, ENCONTRA “PORTA ABERTA”, ALEGRIA, SORRISO, ACOLHIMENTO, OU CARA FECHADA, MAU HUMOR E “PORTA FECHADA?

“Vinde a mim, todos vós que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei”. “Tomais sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para vossas almas”.

Estou pensando “cá com meus botões”, sobre “MINHA” e “NOSSA” Igreja e sobre como sou Líder Religioso nesta mesma Igreja.

O Papa Francisco em sua Exortação Apostólica “Alegria do Evangelho”, que dirige aos fiéis católicos e a todos os discípulos de Jesus, nos faz um apelo forte para tirarmos nossa cara carrancuda, azeda e amarrada e “convida a todos para uma nova etapa evangelizadora MARCADA PELA “ALEGRIA DO EVANGELHO”. Diz que deseja a ALEGRIA como CAMINHO e PERCURSO da Igreja nos próximos anos.

Aí olho para mim, para meus colegas bispos e para os Padres e nossas Cúrias, secretarias paroquiais ou residências e me pergunto “Sou um bispo ou padre, MAIS de proibições e “não”, ou mais de quem abre possibilidades positivas, de abrir portas do “sim”? E quando devo dizer um NÃO o faço com calma, educação, misericórdia, mas também indicando o SIM, isto é o caminho.

Jesus nunca fecha caminhos e descaminhos sem indicar o caminho correto e possível.

Eu, como bispo, padre, religioso, religiosa ou liderança leiga de minha Igreja, SOU UMA ALEGRE presença e que GERA ALEGRIA?

No meu modo de falar, eu uso mais o negativo e a proibição, até sem perceber, ou é uma fala onde uso o positiva. Exemplifico: falo mais, não faça isso, não corra, não abuse da bebida, não coma isso, não brigue, não seja violento, não, não, não, … ou costumo dizer mais, faz assim, vai devagar, seja moderado ao beber, coma alimentos saudáveis, seja calmo e da paz, …? A palavra boa e positiva, traz cosas boas e positivas, enquanto que a palavra não facilita e atrai o negativo.

Quando passo pelas ruas das cidades, vejo as portas de minha igreja abertas, ou fechadas? Minha Igreja é uma Igreja estática ou dinâmica, é uma Igreja do ir, ou do “quem quiser que venha? Enquanto é hora do “meu almoço” atendo telefone e quem me procuro, ou sou líder religioso de que segue e atende como os horários comerciais?

NORMALMENTE, isto é, na maior parte das vezes, sou azedo, nervoso, estressado, ou NORMALMENTE, sou acolhedor, amigo, atencioso, sorridente? Sou um líder religioso de “coração aberto, ou fechado”? Por sermos humanos, PODE também acontecer algum dia ou hora de nervoso, mas isso é meu normal? Como sou mais conhecido? Como minha secretaria de Igreja, minhas missa, cultos ou serviços eclesiais, são mais conhecidos, pela alegria e pela palavra boa, ou pelo contrário?

Quem consegue resistir por muito tempo a um sorriso acolhedor?

Se é verdade que o “povo” de nossos dias, não quer mais ir para a Igreja ou participar de missas/cultos longos e orantes, COMO SE EXPLICA QUE NO BRASIL SE ABREM MAIS TEMPLOS NOVOS, IGREJAS NOVAS QUE COMÉRCIOS, LOJAS, ESCOLAS, ETC.? Se não houvesse fiéis, pessoas que procuram por Deus, será que haveria na mesma rua ou bairro, tantos “templos”?

Sou um líder e uma Igreja que atrai para Jesus ou que afasta, que afugenta, ou impõe medo. Exijo distância como forma de “respeito” ou facilito um abraço acolhedor que aproximo? Obrigo ou gosto que me tratem e me vejam como senhor > autoridade, ou como irmão fraterno e servidor?

Ninguém é obrigado a ter todas as respostas, aliás, o povo quer mais respostas ou mais carinho?

Toda esta reflexão estou fazendo no silêncio de meu retiro e desejei partilhar o que escrevi para mim mesmo. É quase como um pensar com os dedos no teclado.

Se ao invés de olhar logo para seu bispo, padre, irmã religiosa ou líder de sua Comunidade Eclesial, paróquia, Igreja, a partir dessa MINHA reflexão, você também fizer a reflexão a partir de si mesmo, talvez possamos juntos ser uma Igreja mais alegre e geradora de Alegria do Evangelho e que atrai o povo mais para Jesus.

SEMPRE É MAIS FÁCIL APONTAR O DEDO PARA OS OUTROS DO QUE OLHAR-SE NO PRÓPRIO ESPELHO.

Mesmo na Cruz, Jesus continuou ACOLHEDOR e PERDOADOR: “Pai! perdoai-lhes, eles não sabem que fazem”, ou “Ainda hoje estarás comigo no paraíso” e sem “jogar na cara” daquele ladrão todos os seus pecados, roubos ou crimes.

Senhor! Dá-me a MIM e à MINHA Igreja a graça da CONTÍNUA conversão para o Amor, para ser a “Boa Notícia” do Evangelho e assim seja motivo de louvor e de render-vos ação de graças e adoração.

+ Guilherme Antonio Werlang Werlang

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