CORPUS CHRISTI REÚNE FIÉIS EM MANIFESTAÇÃO PÚBLICA DE FÉ NA EUCARISTIA EM LAGES

 

 

A Catedral Diocesana de Lages acolheu, na tarde de 4 de junho, a celebração de Corpus Christi, reunindo mais de três mil  fiéis para a Santa Missa e a tradicional procissão pelas ruas do centro da cidade. A celebração foi presidida pelo bispo diocesano, Dom Gilson Meurer, e concelebrada pelo pároco da Catedral, padre Marcos e pelos padres Luan, Frei Laurindo e padre Jonas.

A solenidade de Corpus Christi é uma das mais importantes do calendário litúrgico da Igreja Católica, pois celebra o mistério da presença real de Jesus Cristo na Eucaristia. Em sua homilia, Dom Gilson destacou o significado profundo da festa, recordando que ela surgiu em um contexto histórico em que a presença de Cristo na Eucaristia era questionada.

“A Igreja, para reafirmar a sua fé de que Cristo está realmente presente, totalmente presente, com toda a sua vida divina ressuscitada no pão e no vinho consagrados, instituiu essa manifestação pública de fé na Eucaristia”, afirmou o bispo.

Ao refletir sobre a celebração eucarística, Dom Gilson ressaltou que a Santa Missa não é apenas uma lembrança simbólica da Última Ceia, mas uma participação real no mistério da salvação.

“Jesus disse: ‘Isto é o meu corpo’. Ele não disse: ‘Isto representa o meu corpo’. Disse: ‘Isto é o meu sangue’. Por isso a Igreja entende que a Santa Missa não é um teatro, uma encenação, mas um memorial, uma vivência real, concreta e atual da mesma Última Ceia”, destacou.  E afirmou que  cada celebração eucarística atualiza a entrega de Cristo e torna presente o amor de Deus pela humanidade. “A Eucaristia é o memorial da comunhão de Deus conosco e da humanidade entre si; é o memorial da partilha, do serviço, da doação; enfim, numa palavra, do amor.”

Um chamado à gratidão e à confiança em Deus

Inspirado pela primeira leitura da solenidade, Dom Gilson recordou a caminhada do povo de Israel pelo deserto e o cuidado constante de Deus, que ofereceu o maná, a água e a proteção necessárias durante os quarenta anos de peregrinação. Dom Gilson observou que Moisés alertou o povo para que não esquecesse a ação divina ao entrar na Terra Prometida e destacou que o mesmo risco continua presente nos dias atuais.

“Moisés quis alertar o povo de não cair na idolatria de si mesmo, de achar que tudo é conquistado apenas por suas próprias forças, sua inteligência e sua energia”, explicou.  Dom Gilson também advertiu sobre o perigo de abandonar Deus em busca de falsas seguranças e soluções imediatas.

Jesus, o Pão da Vida

Na sequência da homilia, o bispo recordou diversos sinais realizados por Jesus durante sua missão, como a multiplicação dos pães, a transformação da água em vinho nas bodas de Caná e a acolhida aos necessitados.

Ao relacionar esses acontecimentos com a Eucaristia, afirmou que todos apontavam para o dom maior que Cristo ofereceria na Última Ceia. “Se em Caná Jesus transformou a água em vinho, na Última Ceia transformou o vinho no seu sangue, que é o sangue da vida divina, doado por nós”, disse.  Dom Gilson recordou a promessa de Jesus àqueles que participam da Eucaristia com fé: “Quem come minha carne e bebe meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia.”

Testemunho público de fé

Após a celebração eucarística, a multidão participou da procissão com o Santíssimo Sacramento pelas ruas cobertas de tapetes,  até o santuário |santa Cruz,  testemunhando publicamente a fé na presença de Cristo na Eucaristia. A solenidade de Corpus Christi renovou, mais uma vez, a fé da comunidade diocesana no sacramento que está no centro da vida da Igreja, convidando os cristãos a viverem a comunhão, a partilha e o amor que brotam da mesa eucarística.

Texto e fotos: Adriana Palumbo – Diocese de Lages