Em missão no Amazonas, bispo emérito da Diocese de Lages compartilha reflexão sobre o Mês Missionário, destaca a importância do amor e recorda que ser cristão é assumir o compromisso de anunciar o Evangelho.
Ao nos aproximarmos do encerramento do Mês Missionário, celebrado em outubro, a Diocese de Lages destaca o testemunho de Dom Guilherme Werlang, bispo emérito da Diocese, que atualmente está em Itamarati, no Amazonas, dedicando-se ao anúncio do Evangelho. Em sua reflexão, Dom Guilherme recorda que a missão é parte essencial da vida cristã. “Ser cristão é ser missionário”, afirma, convidando os batizados a compreenderem que o chamado missionário se realiza na disponibilidade para servir, amar e colocar a vida a serviço do próximo.
Neste 30 de outubro, sua mensagem também nos convida a renovar o compromisso com a missão, lembrando que, mesmo com a proximidade do encerramento do mês, ainda há muito a fazer. Como escreve o bispo: “Ainda temos muita vida a ser doada pelo bem com nossas boas obras”.
A missão nasce do amor
Inspirado no testemunho de Santa Teresinha do Menino Jesus, padroeira das missões, Dom Guilherme recorda que a vocação cristã se realiza no amor. Ao mencionar a experiência da santa, que encontrou sua vocação na entrega a Jesus, destaca a importância de viver a fé de maneira concreta, independentemente do lugar onde cada pessoa se encontra.
Santa Teresinha viveu apenas 24 anos e, mesmo sem sair do convento, dedicou-se à oração pelos missionários da África e da China. Seu testemunho demonstra que a missão pode ser vivida de diferentes formas, inclusive por meio da oração e do apoio àqueles que anunciam o Evangelho em outras realidades. “Assim, ela mostrou que missão não se faz somente com viagens ou idas para lugares distantes, mas com amor e oração no coração da Igreja”, escreve Dom Guilherme.
Para o bispo, a missão cristã precisa ser assumida com entrega e disponibilidade. “Eu sempre digo que missão cristã se faz e se vive quando se assume com amor e entrega total, onde Deus, por meio da Igreja, nos chama e envia”, afirma.
Ao falar de sua presença em Itamarati, no Amazonas, Dom Guilherme também reconhece que o trabalho missionário depende da colaboração de muitas pessoas. Em sua reflexão, destaca que aqueles que ajudam a tornar a missão possível também participam dela: “Todos os que de alguma forma ajudam a missão, MISSIONÁRIOS, também são”.
Uma Igreja que caminha unida
Em sua mensagem, Dom Guilherme ressalta que o amor é indispensável para a vida missionária e para a construção de uma Igreja que acolhe, escuta e caminha em comunhão. “Não é possível ser missionário ou missionária do evangelho sem o amor. O amor é a ‘alma’ e o ‘espírito’ que move e rege a Igreja”, afirma.
O bispo também relaciona a missão à sinodalidade, destacando a importância de caminhar juntos, mesmo diante das diferenças culturais, ideológicas e de compreensão da fé. Para ele, essas diferenças não devem ser motivo de divisão, mas reconhecidas como oportunidades de enriquecimento da vida comunitária. “Estas diferenças devem ser vistas e acolhidas como DOM, como graça, como riqueza e jamais como problema ou motivo divisão”, escreve.
A reflexão reforça o chamado a uma Igreja em saída, que não se limita às estruturas e aos discursos, mas se coloca a caminho para encontrar as pessoas, especialmente aquelas que vivem realidades de maior vulnerabilidade.
Missionários nas palavras e nas atitudes
Um dos pontos centrais da mensagem de Dom Guilherme é o apelo para que a missão seja vivida na prática. Recordando o envio de Jesus aos discípulos, ele destaca que ser cristão significa assumir a responsabilidade de anunciar o Evangelho.
“Celebrar o mês missionário tem que ser bem mais que belo discurso e documentos bem elaborados de uma IGREJA EM SAÍDA, mas de viver e ser verdadeiramente MISSIONÁRIOS do Evangelho”, afirma. Com uma reflexão direta, o bispo chama a atenção para a distância que pode existir entre o que se anuncia e o que se faz. Ele recorda que a missão exige disponibilidade para sair da própria zona de conforto, acolher novos desafios e comprometer-se com a realidade em que se é chamado a servir.
Ao mesmo tempo, reconhece a dedicação daqueles que assumem concretamente esse compromisso. “Graças a Deus, também temos muitos que não só tem teoria, mas SÃO OS PRIMEIROS QUE PUXAM A FILA DO IR, DO SAIR, DO FAZER”, escreve.
A mensagem é um convite para que cada batizado examine sua própria caminhada e encontre maneiras concretas de contribuir com a evangelização, seja na família, na comunidade, na paróquia ou em outros espaços da sociedade.
Uma vida dedicada à missão
A presença de Dom Guilherme no Amazonas expressa seu compromisso com o anúncio do Evangelho e com a missão da Igreja. Sua caminhada também é motivo de gratidão para a Diocese de Lages, onde dedicou parte significativa de sua vida e ministério ao serviço pastoral e à evangelização. A Diocese manifesta seu reconhecimento por sua trajetória, por sua dedicação à Igreja e pelo testemunho de fé e serviço. Sua disponibilidade missionária continua inspirando a comunidade diocesana a viver com generosidade o chamado de Jesus.
Ao encerrar sua reflexão, Dom Guilherme deixa um convite que ultrapassa o Mês Missionário e permanece atual para toda a Igreja: “Um só carisma, uma só missão, eis nossa vocação e carisma comum na vida cristã”.
Que seu testemunho fortaleça a caminhada da Diocese de Lages e inspire todos os batizados a viverem a missão com amor, compromisso e disponibilidade, levando a esperança do Evangelho a todos os lugares.

